Valerá a pena alguém pedir Maioria Absoluta?
Sampaio abriu o maior precedente na Democracia portuguesa.
Após esta decisão, qualquer governo com ou sem coligação, que possua a maioria parlamentar terá sempre que temer um Presidente da República.
A decisão presidencial peca em vários aspectos.
Podem muitos dizer que foi tardia, que foi a consequência de quatro meses de algumas falhas de informação e algumas precipitações.
Mas, a realidade é uma: existia estabilidade governativa e parlamentar.
Mais irrealista é a decisão de Sampaio, quando o Presidente decidi que o Parlamento deve aprovar o orçamento e depois é dissolvido.
Tem alguma lógica?
Provavelmente a próxima terça-feira aquando da aprovação do orçamento ficará nos anais do ridículo nacional.
Aprova-se um orçamento só para não governar um país por duodécimos, e se dar um aumento à função pública, mas perguntamos todos, e se o PS ganhar em Fevereiro, voltamos aos rectificativos?
Sampaio abre ainda o flanco, para que muitos pensem que esta decisão só vem provar que Sampaio quis dar estabilidade directiva ao PS durante os últimos quatro meses e prepará-los para as eleições antecipadas.
Em Julho, quando Sampaio decidiu pela continuidade, tinha definido alguns pontos que na minha opinião tinham feito Sampaio aceitar a continuação dessa coligação:
- Com a retoma que está a chegar ao país, marcar eleições significa perder o comboio da mesma retoma, porque Portugal parava mais de nove meses, com governos de gestão, eleições e orçamentos fora de horas.
- Poderá controlar o governo de uma forma como nunca nenhum Presidente em Portugal teve oportunidade, podendo com isso, controlar PSL e Portas.
- Não sabia como o povo votaria, não sabia que governo iria ter a seguir às eleições, se PS-BE, se PSD-PP, se nenhum.
Hoje, e tomando estes pontos de reflexão, acho que realmente Sampaio não decidiu de forma correcta.
Só e apenas nesse caso, se Sampaio entende que não possui controlo nenhum sobre o Governo, e então acaba com o mesmo.
Em Julho, muitos amigos consideravam que tudo não passava de uma jogada de Sampaio em conluio com alguns elementos do núcleo duro do PS.
Dizia-se então, que muitos elementos do PS, apesar de reclamarem pelas eleições antecipadas, em privado tinham outra opinião, considerando que Ferro Rodrigues não era a pessoa ideal para o futuro Governo.
Bem vistas as situações, o PS tem hoje um líder mais forte, ou digamos, mais mediático, menos desgastado, e com maiores oportunidades de vitória.
Como ontem alguém me dizia, agora é hora de ir para a guerra.
Bush ganhou.
Era esperado esta vitória, principalmente depois de percebermos que afinal Kerry não era assim tão forte, para ganhar a Bush.
E desta vez, e por muito que o sistema americano, permitisse a vitória a Kerry com menos votos, Bush até merecia vencer quando tem 3.581.574 de votos a mais que Kerry.
Agora, é ver o que isto dá, e uma certeza passamos a ter, é que apesar de eles mentiram, eles continuam a ganhar...
Anda por aí a correr um mail com um filme sobre a votação na Florida verdadeiramente espantoso.
Vinte tentativas para votar Kerry, acabando por votar em Bush.
Marcelo sai da TVI porque Rui Gomes da Silva decidiu o criticar por questões de ódio pessoal em relação a Santana Lopes.
Todos sabemos que Marcelo "nunca foi à bola" com Santana Lopes, mas daí a Rui Gomes da Silva vir solicitar à Alta Autoridade punição para os comentários do Professor vai uma grande distância.
Esta posição de Marcelo não vai ficar por aqui, não sei se passará pela Sic como diz o Jaquizinhos, quicá?
Mas, a certeza que tenho é que o Prof. não vai ficar calado, e cuidado com ele, porque agora vai ser sempre a subir de tom.
É efectivamente um tiro no pé que o núcleo duro do governo dá, e Santana e Rui Gomes têm que ter em consciência, que apesar de tantos assessores, apesar de estarem no Poder, Marcelo tem uma valia na opinião nacional muito elevada, e a imagem que ficará junto de todos os seus ouvintes dominicais, é a de que, tentaram censurar, calar o Professor.
Não seria melhor, muitas das vezes, seguir as suas opiniões?
A pedido da ministra a esta hora estão muitos a carregar nomes nas listas de professores à mão.Só mesmo em Portugal.
Alguém consegue explicar o que a empresa que forneceu o programa andou a fazer este tempo todo?
Irá a referida empresa pagar uma multa ao estado de indemnização pelos danos causados?
Quem é a empresa?
Porque é que o estado não a divulga?
Quer queiramos ou não, teremos a melhor intervenção?
Se calhar não foi, mas naquela situação, poderia ter sido melhor?
Não sou grande adepto dos russos, mas também não acho como, ouvi num fórum que a festa do Avante devia ser encerrada pela história da escola.
Mas, foi o melhor que fizeram?!
E perdoem-me, mas quando mete crianças ao barulho (se calhar, por ter uma menina linda de 5 anos), é frustrante ver aqueles animais massacrarem aquelas crianças.
Não existe explicação histórica, de guerra, para pôr crianças a morrer de fome e sede durante três dias.
Não consigo dizer mais, é forte de mais para ser infelizmente real.
A imagem é triste, frustrante, angustiante.
Para finalizar, gosto imenso da minha filha e "tento" compreender a angústia daqueles pais.
Adenda: 500 a caminho dos 600 mortos, metade crianças. O que fazer a este mundo?
Não terá o governo dado importância a mais à deslocação do tão falado "barco do aborto"?
Não teria sido mais fácil deixar o mesmo ancorar na Figueira, essa terra tão conhecida do nosso primeiro, e impor as leis portuguesas?
Conseguiram, aliás, conseguiu o Dr. Paulo Portas dar mais protagonismo, mediatismo a esta iniciativa com a medida que tomou do que se tivesse deixado o barco ancorar.
Dr. Paulo Portas, é ridículo ver aquelas fragatas de guerra ao pé de um "botezinho", como se estivéssemos a ser atacados.
Quero esclarecer que não está em causa a questão do aborto, porque isso, dava um post bem longo e não tenho tempo, mas sim, a figura triste que fizessemos aos longos do Mundo com esta atitude.
A ler o editorial de hoje do DN, preciso e conciso.
É impressão minha, ou este referendo vai levar a mais uma guerra civil na Venezuela.
E parece que os americanos também se querem pôr ao barulho.
É um país sul-americano, concerteza.
Fico muito contente pela decisão da Procuradoria-Geral da República em considerar válido o regresso de Carmona Rodrigues à CML.
Conheci o Prof. Carmona Rodrigues antes de ir para o Governo, numa visita que fiz com ele à minha Freguesia para lhe indicar algumas situações que existam por resolver na Freguesia.
Gostei da sua simplicidade, preocupação e essencialmente a sua decisão e acção terem um curto espaço de tempo.
Tenho consciência que a sua tarefa não vai ser fácil, mas também tenho a certeza que Carmona Rodrigues conseguirá dar à capital um novo fôlego, podendo ainda, cumprir com as propostas eleitorais de Santana.
Quando Carmona saiu, saiu na altura, o verdadeiro Presidente de Câmara, saiu o homem de campo de Santana, e por isso mesmo, a Câmara durante este período estagnou em certos capítulos.
Que Lisboa seja feliz!
Alguém consegue explicar como o PS quer ser oposição ao governo de Santana, se nem se consegue entender nas eleições internas.
O espectáculo que estão a ser as declarações de João Soares, acompanhadas por Manuel Alegre sobre as dúvidas nas listagens, e pagamento de quotas a militantes, só vem mostrar o momento menos bom do PS.
Se assim continua este fartote, então para onde irá o PS?
Se não começou bem, porque o discurso foi mau, porque os ministros não sofrem contestações, as confusões ministeriais forma ainda maiores.
Não terá Santana explicado a Portas o que realmente iria gerir, para não se dar aquela figura triste sobre o Mar.
Pedro, porquê a confusão sobre a Teresa Caeiro, não poderia a decisão ter sido tomada antes de todas as televisões e convivas presenciarem aquela cobaiada?
Como dizia o outro “Não habia nexexidade!”
Santana precisava fazer um governo imaculado, sem qualquer tipo de contestação.
Não o fez!
E não o fez, porque coloco pessoas que não serão as que muito esperavam.
Mas será por isso, um governo fraco?
Isso só saberemos no final desta legislatura, no final destes dois anos, em que pela frente Santana terá a maior contestação que alguma vez teve.
Álvaro Barreto foi a pessoa escolhida para auxiliar em termos governativos Santana, e foi pela sua postura, pela sua experiência, pela sua antiguidade, e também para uma possível aproximação a Cavaco.
Quanto às Finanças, julgo que Bagão Félix, apesar de todas as críticas, pode ser um bom Ministro das Finanças, tem com toda a clareza, uma vantagem em relação à sua antecessora, comunicação.
António Monteiro, é um excelente diplomata, e portanto um bom político.
Tenho por ele uma estima pessoal, porque foi ele que me colocou num avião em 92, para fugir dos confrontos de Luanda.
Mexia julgo ser um dos promissores políticos em Portugal, podendo ainda, abrandar a contestação do Compromisso Portugal.
Arnaut, Morais Sarmento e Graça Carvalho mantém-se e bem no Governo.
Filipe Pereira merece ficar nem que seja para realmente ver se as suas políticas são as mais correctas.
Rui Gomes da Silva, amigo de há muito, vai +ara uma pasta que julgo não ser a sua, ainda para mais, quando tem como comparação o pequeno grande ministro chamado Marques Mendes.
Telmo Correia e Nobre Guedes poderão ser um erro de casting, a ver vamos.
Quanto a Nobre Guedes espanta-me a contestação porque era advogado de uma empresa ligada ao ambiente.
Então este país o quer? Não será pessoas informadas sobre o assunto em causa para o dirigir?
Finalmente, um último comentário ao discurso de posse.
Santana não esteve naquela sala, não pode ter estado, porque aquele discurso não é seu, e mais, nem sequer o leu.
Foi enfadonho, foi maçudo, foi carrancudo.
Pedro, mais valia ter feito de improviso, porque provavelmente te terias saído melhor.
Ferro Rodrigues aproveitou a decisão de Sampaio para sair do PS, de forma a não perder as eleições em Outubro no seu próprio partido.
Se Ferro achava que Durão tinha fugido, o que Ferro fez? Fugiu!
Num momento em que o país tem obrigatoriamente que ter uma oposição forte, Ferro demite-se, porque considera não ter capacidade para assumir essa função.
Mas, não ter essa capacidade, já há muito nós sabíamos, há muito o PS sabia, e por isso, apesar da tal vitória estrondosa que tanto falaram a seguir às Europeias, o PS obteve logo, três candidatos ao lugar de Ferro, existindo ainda, a hipótese de um quarto, o tão falado D. Sebastião.
Ferro só comete um erro neste aspecto, que é sair do PS, considerando que a sua saída se deve a uma derrota pessoal e política, após a decisão do seu amigo e Presidente da República, Jorge Sampaio.
Não é uma derrota pessoal, nem política é apenas uma decisão presidencial.
Ferro num momento difícil da vida do país, vira-lhe as costas, e faz o mesmo que Guterres fez há dois anos, deixa o PS a navegar num Mar das Tormentas, de onde só se salvará se aparecer no nevoeiro o D. Sebastião.
Como poderia assumir-se como candidato a PM, um homem, que nos momentos de emoção, grita por calúnias, aclama presos preventivos, ou abandona o barco por uma decisão do Presidente.
Ferro estava fraco, Ferro sabia que ninguém acreditava nele, Ferro sabia que só resistia no partido se houvesse eleições antecipadas, mas Ferro nunca podia colocar as culpas da sua demissão na decisão do PR.
Não devia ter sacudido do capote para cima do PR.
Faz-me lembrar, o quem vier atrás, que feche a porta.
Terá sido também por isto, que Sampaio terá tomado a decisão que tomou, porque Sampaio sabia que o PS não queria Ferro a PM, porque sabia que Ferro não se aguentava mais de dois anos como PM.
Razão tem Alberto João Jardim, o mal é do PSD, porque agora vai ter mais dificuldades, porque o novo líder será mais forte, porque Ferro era fraco.
O homem pode vestir slips azuis bebé, pode desfilar no Carnaval, mas às vezes (poucas, diga-se) até tem alguma razão.
Não era a favor de eleições antecipadas, e julgo que ainda tenho direito, neste país, a poder ter esta opinião.
Sampaio tomou uma das medidas mais difíceis na história política de Portugal.
Mas temos acima de tudo que percebe que Sampaio é o Presidente dos portugueses, eleito por uma maioria mais que suficiente para vencer na primeira volta.
Para quem se esqueceu ganhou com 55,76% contra os 34,54% de Ferreira do Amaral.
Quando essa maioria votou em 2001 em Sampaio, ninguém concerteza imaginava, nem o próprio, da crise política que iria enfrentar três anos após a mesma eleição.
Sampaio como Presidente da República tem o direito de decidir o que é melhor para os portugueses, mesmo que essa decisão irrite a grande maioria dos que votaram nele em 2001.
Caso não saibam, uma das primeiras medidas de Sampaio em 96 foi entregar o seu cartão de militante do PS, porque desde essa data, Sampaio era o nosso representante.
Nunca fui um grande entusiasta de Sampaio, como Monteiro, também eu votei contra Sampaio em 96 e 2001, porque Sampaio não seguia a minha linha ideológica.
Hoje, não passei a adorar Sampaio, porque não considero que Sampaio seja um Presidente de Direita, é apenas o Presidente dos Portugueses.
E porque Sampaio toma esta medida?
Toma-a porque:
- Considera que a coligação governamental lhe dá mais garantias de estabilidade do que a marcação de umas eleições antecipadas.
- Com a retoma que está a chegar ao país, marcar eleições significa perder o comboio da mesma retoma, porque Portugal parava mais de nove meses, com governos de gestão, eleições e orçamentos fora de horas.
- Apesar de todas as medidas de contenção orçamental, Sampaio tem a consciência de que se as mesmas, não tivessem sido feitas o país tinha caído num buraco negro.
- Poderá controlar o governo de uma forma como nunca nenhum Presidente em Portugal teve oportunidade, podendo com isso, controlar PSL e Portas.
- Não teria a mesma oportunidade se marcasse eleições, podendo o governo seguinte desbaratar toda a política económica dos últimos anos.
- Não sabia como o povo votaria, não sabia que governo iria ter a seguir às eleições, se PS-BE, se PSD-PP, se nenhum.
- Arriscava-se a uma verdadeira salada russa na AR e aí sim, instabilidade.
Julgo que Sampaio tomou a atitude correcta, e não compreendo como podem o chamar de cobarde, o homem ainda é Presidente do país, e não o deixa de ser só porque não decidiu o que queríamos.
Não considero nenhuma derrota pessoal, nem política, apenas uma decisão presidencial.
Continua a acreditar na Democracia, não a vamos perder.
Dra. Ana Gomes, por amor de Deus, emigre para Jacarta, porque só prejudica o partido que defende, a Sra. Hoje fez a figura mais idiota que alguma vez vi nos políticos portugueses.
A outros, apenas digo, que ninguém morreu, portanto não é preciso pintar os blogs de negro.
Eu percebo que alguns não queiram falar sobre a notícia de primeira página que o Público traz hoje para as bancas dos jornais.
Outros preferem falar em páginas narcisistas.
Agora que não façam para não distrair a ilegitimidade de um governo sem eleições, eu discordo.
Temos que ter consciência que caso Sampaio marque eleições antecipadas, as probabilidades indicam que o PS não obterá maioria absoluta, ficando talvez a dois ou três por cento dessa mesma maioria.
E essa maioria, seria logicamente conquistada com o apoio do BE.
Sampaio tem que pensar nas eleições antecipadas, com esta ideia na cabeça.
Sampaio tem que se perguntar se o povo português quer um governo do PS com coligação com o BE.
Tem que perguntar a si mesmo, se é benéfico para o país um governo em que esteja o BE, apesar de Louça afirmar que não quer pastas ministeriais, o que duvido sinceramente.
E mesmo, que Louça não queira a pasta, irá concerteza querer contrapartidas para deixar passar o programa de governo e os orçamentos.
E para começar Louça irá propor três excelentes medidas:
- A liberalização do aborto;
- Os casamentos homossexuais;
- e claro, a Liberalização das drogas leves.
Agora, também temos que perceber que não interessa a Louça ir para o Governo, por uma razão simples, é que o BE é um partido do Contra e nunca poderia ser do contra ao ir para uma coligação governamental.
Como é que Louça e o seu bloco poderiam fazer parte de um governo que vê na Europa a sua política futura, num governo socialista que iria aprovar a constituição europeia, e que faria negócios ao estilo que tanta Louça renuncia.
Sendo apenas o garante de um governo PS em termos parlamentares, o BE poderá continuar a sua cruzada do contra.
Sampaio vai agendar o conselho de Estado o que faz indicar que irá agendar eleições antecipadas.
Esperemos que o conselho e Estado pense nas consequências de um governo de Ferro Rodrigues em verdadeira retoma e com um apoio do BE parlamentar.
E que pensem que com eleições vamos viver quatro meses em verdadeira gestão, num período que devia ser de "renascimento" após o Euro, que tanto auto-estima trouxe aos portugueses.
Viveremos os incêndios com um governo de gestão, viveremos o início da retoma com um governo de gestão, viveremos uma fase de investimento com um governo de gestão.
Então vamos lá!
O problema no que diz respeito à saída de Durão Barroso, não passa necessariamente por Santana Lopes.
O problema é mais abrangente, porque vivemos num país em que:
- O maior partido na coligação governamental não possui ninguém nas suas fileiras que neste momento tenha tão boa imagem internamente como tem Santana.
- o líder do outro partido da coligação é Paulo Portas, e julgo que basta!
- O líder da oposição é Francisco Louça, e também julgo que basta!
- Quanto ao líder do segundo maior partido, é Ferro Rodrigues até ver.
Não é um líder forte como era Durão Barroso, e por isso mesmo, não consegue convencer à primeira, Sampaio de que a solução (para ele) é eleições antecipadas!
Posto isto, chegamos ao problema que já tinha referido há dias.
Santana Lopes apesar de internamente ganhar o partido, não o vence com unanimidade, e se dúvidas houvessem, julgo que depois de lermos o Manuela disse, o que Marques Mendes afirmou, ou o que o muito irritado JPP tem escrito, tivemos a certeza.
Agora, JPP sabe tão bem como eu que também já fui conselheiro nacional, que o que Ricardo Costa dizia há minutos atrás na SICN tem toda a razão:
"Santana vai ao conselho nacional e ao seu jeito, esmaga qualquer oposição ao seu nome, assim como o faria em congresso".
E queiramos ou não esta é a realidade.
Todos se lembram que ainda Santana não tinha o poder institucional no partido que hoje possui, e já enchia a sala dos congressos do partido, na Figueira, no Coliseu.
E mesmo perdendo as referidas eleições para Presidente do partido, conseguia ter mais audiência e projecção mediática do Nogueira, Barroso ou Marcelo.
Todos sabemos disso.
Também todos sabemos que Sampaio não gosta de eleições antecipadas, todos sabemos que Sampaio engoliu um sapo bem grande quando o teve que fazer com Guterres.
Julgo que chegou a hora da maior decisão dos dois mandatos de Sampaio, e que o mesmo, está a ter a dificuldades que provavelmente não esperaria.
Ms também chegou a nossa hora de deixarmos Sampaio decidir.
Para finalizar, temos que concluir que ninguém, e isso sim é muito mau, que os portugueses se estão borrifando para o novo PM.
Por muito que goste de futebol, consigo perceber que o país no meio de uma euforia sem precedentes, vive também uma conjuntura política sem precedentes.
Quanto às manifestações, não estarão que as organiza, a seguir os passos de outros que em temos as organizaram no Caldas, ou as tentaram organizar no Município?
Depois de uma noite histórica, parece que Durão Barroso nos vai dar mais uma noite histórica.
Nunca até hoje ficamos sem PM de um momento para outro para assumir um outro lugar político.
Apenas tivemos que abandonasse os barcos, ou então com a morte do saudoso Sá Carneiro.
A questão agora, é grave.
E é grave, porque se Sampaio marca eleições, provavelmente a coligação perde, mas não é por isso, é que Durão Barroso ficará sempre como o mau da fita no PSD.
Porque além de abandonar o barco, quebra o partido todo, e abre uma guerra interna na sua sucessão ao lugar de PM, considerando que ele se manteria como Presidente do Partido.
Se não houver eleições, então aí, a história torna-se mais hilariante, teremos Santana Lopes ou Manuela Ferreira Leite.
E o PSD deixa?
Na CML com a saída de PSL teríamos uma mulher a governar: Eduarda Napoleão.
Este post é para continuar mais tarde.
Todo o país ficou estupidificado com tudo o que aconteceu em Matosinhos.
A lota de Matosinhos vai ficar na história política portuguesa, como ficou a Marinha Grande.
E, quando todos esperavam uma atitude firme de Ferro Rodrigues, sobre tais ocorrências, aliás como António Costa no próprio dia já reclamava, Ferro parece tomar outra decisão.
Ferro em vez de punir severamente Narciso e Seabra, não o fará pelo que consta.
Ferro na noite das eleições defendia que todos devíamos seguir o exemplo de Sousa Franco, e na primeira oportunidade o que faz?
Facadinha nas costas!
Talvez para não perder uma câmara, talvez para não perder um apoio no Congresso, Ferro vai esquecer tudo e calar-se.
É por isto, e por muito mais, que alguns dirigentes socialistas, consideram Ferro um líder fraco, e por isso, se propuseram ir à luta no próximo congresso.
O PS acabou de ganhar as eleições europeias no Domingo com 11 pontos de vantagem sobre a coligação do Governo.
Quando tudo parecia entrar na rota de cruzeiro para os lados de Rato, quando todos esperavam que o PS renascesse das cinzas da Casa Pia e não só.
Eis que chega o momento de luta pelo poleiro.
Ferro nunca foi nem nunca será um líder forte, na fase julgo que nem Guterres era, mas apesar de tudo Ferro conseguiu depois dos erros iniciais do caso Casa Pia dar a volta por cima, vencer umas eleições europeias e mostrar o tão falado cartão amarelo ao Governo.
Só que chegou a vontade o momento de Ferro, quando provavelmente ele menos esperava.
Já sabia há muito que João Soares ia avançar, mas julgo que não estaria tão preocupado com essa candidatura.
Agora com o avanço de Lamego e com o provável avanço de Sócrates (para mim, o melhor e o mais perigoso na luta), Ferro começou a suar com tanta concorrência.
Mesmo que Ferro ganhe o congresso, uma certeza tem de antemão, é que não vencerá o partido no seu todo, sairá enfraquecido, não sairá em braços (como seria de esperar), e pode até arriscar a perder a liderança.
Quando todos esperavam que esta vitória eleitoral do PS lhe desse mais força perante o eleitorado, eis quando, essa mesma força se esbate.
As vitórias esperadas:
Abstenção - 61.25%
PS - 44.52%
BE - 4.92%
As derrotas antecipadas:
Força Portugal - 33.26%
PND - 1%
Brancos - 2.57%
A surpresa:
PCTP/MRPP - 1.06% (5ª força nacional) Como? Porquê?
"Não queremos nem devemos dramatizar, nem tão pouco fazer do Professor um mártir, mas a verdade é que o Professor também deveria fazer parte das pessoas que não cuidava da sua saúde. Provavelmente, não media a tensão há muito tempo. A sua morte já estava prevista", lê- se no comunicado do PPM.
Ao mesmo tempo, estamos certos, esta foi a melhor e a mais eficiente forma do Professor dizer basta desta politiquice e dos politiqueiros que a alimentam"
Sem comentários
Morreu hoje após mais um dia de campanha.
Morreu após sorrir imensas vezes para as câmaras de televisão, a lembrar alguém que também se despediu com sorrisos.
Espanta-me todo este foclore à volta da sua morte.
Depois de morto, Sousa Franco passou de pai do défice, a homem respeitável, verdadeiro académico (sempre foi!) e extraordinário político.
Quanto à última questão é discutível, mas isso, agora também não se discute.
As minhas sinceras condolências à família.

O que vale realmente é que apenas falta três dias.
Esta campanha definitivamente não deixa saudades.
Se não temos tolerências é porque não temos, se temos é porque temos.
No início deste ano recordo-me de um email que recebi a informar-me que este ano íamos trabalhar mais oito dias porque os feriados calhavam todos ao fim de semana.
Já cheguei a receber uma folha de excel com os feriados até 2070, como se eu chegasse lá.
Agora está tudo preocupado com a tolerância de dia 11 - Sexta Feira.Diz a oposição que é a forma que o governo encontrou para aumentar a abstenção.
Por amor de Deus!
Mas, acham sinceramente que os portugueses por caqusa da ponte não vão votar.
Não! Os portugueses não vão votar porque:
Vão para a praia;
Vão estar de ressaca em Lisboa por causa dos santos;
Vão estar de ressaca pelo país porque Portugal ganhou à Grécia;
Não estão para isso.
Scriptum- E pergunto eu, não será a coligação a mais prejudicada com a abstenção? Julgo que está provado que normalmente que falha as eleições ´+e o eleitorado de centro-direita.
A Sic Notícias acaba de avançar que acaba de cair Amílcar Theias, e pelo vistos os seus três secretários de estado.
Não é uma demissão inesperada.
Quanto à remodelação governamental que a Sic lhe chama, julgo que não se trata, apenas considero o final de um problema que Durão já deveria ter resolvido à muito tempo.
Quanto aos secretários de estado, faço referência a um amigo, José Eduardo Martins.
Sei o quanto o José Eduardo se irritou, se aborreceu, se maçou com o Ministro, e espanta-me sinceramente, que Durão o tenha feito cair também.
A aposta agora é Arlindo Cunha.
Última hora!
Fico a saber por contactos pessoais, que a remodelação está por horas.
Saiem Celeste Cardona, Theias e Figueiredo Lopes.
É provável que na Administração Interna suba Nuno Magalhães, actual Secretário de Estado do PP para suprir a pasta da Justiça.
A ver vamos....
Leio a entrevista de Pierre Falcone ao Expresso e fico espantado com tanta loucura que foi dita.
Diz Pierre Falcone que «Jamais houve comissões para angolanos, nem as houve para ninguém!», que põe «as mãos e os pés no fogo» nos titulares das «contas de sobrevivência» como lhe chama que os mesmos tenham movimentado tais contas.
Gosta de Zé Edu e por isso, disponibilizou de livre vontade 50 milhões de Dólares para ajudar o pobre governo angolano.
Considera o embaixador Figueiredo um pobre coitado que até «o elevador de sua casa não tem electricidade», mas ficamos todos a saber que quem pagou a fiança a este diplomata angolano na Unesco «foi a Sonangol...porque eu não tinha dinheiro».
Muito bem, Sr. Falcone.
Admiro demasiado a sua ingenuidade, porque quando diz que além de nunca terem havido comissões para angolanos e nunca lhe pediram um centavo, espanta-me sinceramente.
Num país que por motivos pessoais já tive a oportunidade de viver durante três anos da minha vida e que profissionalmente já visitei algumas vezes, fico deveras pasmado quando ouço tais declarações.
Como pode um homem com o poder de Falcone dizer uma coisas destas, quando se sabe em Angola e no Resto do Mundo que existe corrupção, jogos de interesses, desvios de dinheiro, comissões, favores e favorecimentos.
Como se explica a este senhor?
Ou não saberá este senhor que uma empresa de construção civil em Angola para ganhar uma obra tem que pagar 50 ou 60% de comissões aos donos da obra.
E pelo que consta, já há quem tenha a ousadia de pedir 100%!
Não terá conhecimento este senhor que um petroleiro no início da década de 90 saiu carregadinho de petróleo com direcção a França paga pela Elf e desapareceu dos radares e da vista em pleno alto mar, para três meses depois ter aparecido na Colômbia com outra pintura e vazio.
Não saberá o sr. Falcone que desapareceu um Boeing há um ano do aeroporto internacional de Luanda?
E quanto ao elevador, Sr. Falcone esteja descansado porque em Luanda não é o único, aliás se houver um único elevador em prédios habitacionais que funcione é um oásis.
Não saberá o Sr. Falcone que as falhas de electricidade em Luanda continuam a durar mais de 15 dias, e água chega aos 2 meses?
E o Savimbi já morreu, de quem é a culpa agora?
Não é assim amigo Horrendo Adamastor?
Para finalizar, gostaria apenas de esclarecer que nem sou apoiante da Unita nem do MPLA, sou um cidadão português preocupado com o povo angolano e que teve a oportunidade de conhecer e viver num país onde a corrupção é feita com menor das vergonhas.
«Odete Santos é a terceira candidata da lista da CDU às europeias, soube o EXPRESSO de fonte comunista. O cantor Janita Salomé e a sindicalista Graciete Cruz são outras duas novidades da lista encabeçada por Ilda Figueiredo, que será apresentada na próxima terça-feira. Ao apostar numa das figuras mais populares para o lugar que o PCP impôs como objectivo eleitoral (3 eurodeputados), o partido dirige ao eleitorado um forte apelo contra a abstenção.»
In Expresso 03.04.04
«Saramago defende o voto em branco no seu novo livro»
«Saramago é candidato não elegível pelo PCP ao Parlamento Europeu»
Afinal o que o PCP quer?
Patrocinar uma nova marca de detergente como António sugeria no Expresso?

O PCP anuncia Saramago como candidato ao PE.
Só faltava realmente mais esta.
Será que o lançamento do novo livro é uma estratégia a imitar alguém?
Belíssimo o post do Homem a Dias.
Estive alguns dias sem escrever, porque sinceramente não sabia o que dizer de todo aquele massacre de Madrid, e por isso, optei apenas pelas fotografias e por cartoons que correram mundo.
Ontem, cheguei à conclusão que desde Quinta tinha guardado para mim, o PP não ganharia as eleições em Espanha.
Julgo mesmo, que se o Ministro do Interior não tivesse efectuado aquela conferência de Imprensa onde informava a detenção dos marroquinos e indianos, considerando que os mesmos estariam envolvidos no atentado, o PP perderia na mesma as eleições.
O povo espanhol foi soberano e decidiu em democracia o seu voto.
Mas, apesar de tudo, não poderemos esquecer que na Quarta o PP tinha as eleições ganhas, a taxa de abstenção situava-se nos 30%, e Zapatero apesar da recuperação tinha a perfeita noção de que não ganharia as eleições apesar do elevado número de indecisos.
O que ontem se passou em Espanha, foi a determinação de um povo contra um governo que na sua mente terá ajudado aquele massacre.
Mas, apesar da contestação contra o apoio à guerra no Iraque, o PP na Quarta não estava na frente das sondagens?
Por muito que se queira esconder o facto é que o PSOE venceu ontem as eleições espanholas, porque o povo quis penalizar o PP pelo atentado.
Quando hoje Zapatero comunica que os espanhóis irão sair do Iraque até Junho, tenta cumprir uma promessa eleitoral, a mesma que até Quarta não tinha tido a mesma adesão que teve após o atentado.
A pergunta sobre a nova Espanha, é a pergunta que muitos hoje devem estar a fazer por este Mundo.
Como irá Zapatero lidar com os compromissos espanhóis em termos de política externa?
Zapatero irá esperar que Bush perca as eleições ou coligar-se-á desde já à França e Alemanha, criticando os EUA?
Como Zapatero terá reagido à queda da Bolsa de Madrid, após a sua vitória de ontem?
Como Zapatero irá continuar o processo de exterminação total da ETA, que o PP realizou ao longo deste últimos anos?
E o que os terroristas que produzira aquele atentado, pensam de todas estas eleições?
Haverá mais atentados para derrotar governos?
Eu até posso entender que Jorge Sampaio fique aterrado com os tão famosos 69% de provável abstenção nas eleições euopeias.
Eu até posso perceber que Francisco Assis nos diga que: "...o PE não pode continuar a ser percebido, como por vezes o é, como uma espécie de refúgio dourado ou até um cemitério de elefantes, onde tranquilamente se acabam algumas carreiras políticas, por mais brilhantes que tenham sido".
Infelizmente é essa a imagem que os portugueses têm dos deputados que viajam para Bruxelas, exemplos mor, Mário Soares ou PSL.
Mas, Francisco Assis na sua entrevista de ontem ao Público tenta nos dar uma nova imagem sobre os deputados do PE: "Na altura própria serei candidato a uma autarquia e, se vencer essa autarquia, terei de abandonar o Parlamento Europeu [PE]. Esse foi o compromisso claro que assumi na comissão política distrital".
O que FA quer transmitir ao povo português é que os tachos, as jogadas partidárias, as manobras continuam.
O que FA quer dizer é que o seu papel no PE vai ser apenas de figurante, ganhar umas coroas, até ter lugar numa camarazita qualquer.
O que FA pede aos portugueses é que se abstenham ainda mais.
O que FA fez à Comissão Política do PS dá pelo nome de Bufice.
Apesar de não fazer parte da minha opção partidária, tinha ficado com uma imagem de Francisco Assis quando dos acontecimentos de Felgueiras como uma pessoa com carácter e honestidade.
O que FA me fez a mim foi continuar a acreditar que o PS continua a afundar-se.
Kerry após a desistência e as felicitações de Bush, começa amanhã a sua campanha.
Vencerá a campanha anti-Bush?
Como diz Kerry "Get ready. A new day is on the way" !
Provavelmente é dos melhores posts que o maradona alguma vez fez (diga-se que a apreciação não pode ser alargada já que o blog é sistematicamente apagado).
O que maradona mostra a Mexia é que se alguém é favor de algo, neste caso da II guerra do golfo, é a favor até ao fim.
Até pode não haver ADM no Iraque, até podem os EUA não seguirem o exemplo que Fernando Rosas dava logo a seguir à tomada do Iraque, de colocar umas bombitas em algum lado.
Mas, meus caros, apesar de tudo isto, Bush que até corre o risco de perder as eleições, irá acabar este mandato com a certeza de acabou com um ditador sanguinário que governava um país deste mundo.
Scriptum- Começam cada vez mais a ser as notícias de a prisão de Bin Laden estar para breve. Será o trunfo para Novembro?
O que vou escrever hoje, poderá ser considerado uma loucura;
ou então acharam que sou vidente;
ou que comi um dos meus doces que fez mal;
ou pensaram que apenas atirei à sorte a ver se dá;
Mas, hoje apetece-me dizer isto, a 10 meses das eleições americanas:
George W. Bush vai perder!
Mas, os Estados Unidos e o Mundo o que ganhará com isso?
O BdE publicou uma imagem sobre Marte e sobre o capitalismo dos EUA.
Permitam-me dar os elogios, porque a imagem até está engraçada, mas o que terá o BdE a dizer sobre o seu "amigo" PCP, que passou a ter no seu site um quiosque.
Será consumismo? Ou terá outro nome para esquerda portuguesa?
Jorge Coelho está muito preocupado com a retoma, todos estamos. Mas ler o que Jorge Coelho escreve hoje nas páginas do DN faz arrepiar até o pêlo mais pequenino. Diz Jorge Coelho que as falências aumentaram, que a criminalidade aumentou, que a OCDE é pessimista em relação ao crescimento de Portugal, que a venda do património foi abaixo do esperado. Mas, mal que eu pergunte, Jorge Coelho onde estavas entre 1995 e 2001? Não te apercebeste que isto ia ficar assim?
Jorge Coelho está muito preocupado com a retoma, todos estamos. Mas ler o que Jorge Coelho escreve hoje nas páginas do DN faz arrepiar até o pêlo mais pequenino. Diz Jorge Coelho que as falências aumentaram, que a criminalidade aumentou, que a OCDE é pessimista em relação ao crescimento de Portugal, que a venda do património foi abaixo do esperado. Mas, mal que eu pergunte, Jorge Coelho onde estavas entre 1995 e 2001? Não te apercebeste que isto ia ficar assim?
Sampaio disse o que já tinha dito imensas vezes, e por isso, concordo em certa parte com o que o Rui diz.
diz. Mas, qual a importância do discurso? Pergunto isto à blogoesfera, porque pelo que me apercebi, à excepção de um ou outro, ninguém comentou a comunicação do PR. Aliás, ontem fomos informados da referida comunicação às 21.09 no Jornal da Noite da Sic, depois de todas as notícias importantes como as mulheres bombas, o Casal Ventoso, as ovelhas que afinal não estão doentes, etc. Mas, o editorial do DN traz hoje a pergunta que eu próprio coloquei ao nosso PR quando ouvi a comunicação, ou seja, onde estava Sampaio à uns anos para alertar sobre os perigos da economia dos governos do Eng. Guterres? É que como o DN opina "fez falta, por exemplo, uma mensagem assim («lúcida», nas palavras da António Costa) quando o défice público começou a resvalar", o nosso PR não criticou, não comentou e até acreditou nos belos 2,8% de défice que afinal eram 4,1%. A intervenção é positiva apesar de ser mais uma, e que todos a interpretam como querem, e por isso, continuamos a cantar e rir, como se nada fosse.
Sampaio disse o que já tinha dito imensas vezes, e por isso, concordo em certa parte com o que o Rui diz.
diz. Mas, qual a importância do discurso? Pergunto isto à blogoesfera, porque pelo que me apercebi, à excepção de um ou outro, ninguém comentou a comunicação do PR. Aliás, ontem fomos informados da referida comunicação às 21.09 no Jornal da Noite da Sic, depois de todas as notícias importantes como as mulheres bombas, o Casal Ventoso, as ovelhas que afinal não estão doentes, etc. Mas, o editorial do DN traz hoje a pergunta que eu próprio coloquei ao nosso PR quando ouvi a comunicação, ou seja, onde estava Sampaio à uns anos para alertar sobre os perigos da economia dos governos do Eng. Guterres? É que como o DN opina "fez falta, por exemplo, uma mensagem assim («lúcida», nas palavras da António Costa) quando o défice público começou a resvalar", o nosso PR não criticou, não comentou e até acreditou nos belos 2,8% de défice que afinal eram 4,1%. A intervenção é positiva apesar de ser mais uma, e que todos a interpretam como querem, e por isso, continuamos a cantar e rir, como se nada fosse.
Para terminar o post anterior, relembro o que Morpheu escreveu em 4.11.03.
""Barbara Guimarães recebeu até Outubro de 2001, durante todos os meses, 5.000 euros (1000 contos) do Ministério da Cultura para realizar um curto programa diário na RDP-Antena 1. Ao todo foram 60.000 euros (12 mil contos) recebidos em 2000 e cerca de 4500 a 5000 euros por mês em 2001. Ou seja, o Estado Português gastou com Barbara Guimarães um total de 110.000 euros. Tudo graças à amizade então existente entre o ministro da Cultura e a conhecida estrela de televisão. Manuel Maria Carrilho subsidiou o programa, um pequeno magazine cultural de cinco minutos transmitido de segunda a sexta-feira na RDP-Antena 1. Os 5.000 euros mensais atribuídos por Manuel Maria Carrilho a Barbara Guimarães foram pagos através do Fundo de Fomento Cultural, entidade tutelada pelo Ministério da Cultura e presidida pela actual secretaria-geral do ministério, Helena Pinheiro Azevedo. Este deve ser o dinheiro que um contribuinte médio faz de descontos UMA VIDA INTEIRA, sem poder fugir !!! Como diria o ilustre Manuel Maria Carrilho no telejornal? 1. Chocado ! 2. Surpeendido ! 3. Envergonhado ! 4. Apanhado ! 5. Escondido com rabo de fora ! Quem sabe alguém ganhe vergonha na cara..." Preciso de dizr mais? Apenas que MMC está de consciência tranquila.
Preciso de dizr mais?
Apenas que MMC está de consciência tranquila.
Para terminar o post anterior, relembro o que Morpheu escreveu em 4.11.03.
""Barbara Guimarães recebeu até Outubro de 2001, durante todos os meses, 5.000 euros (1000 contos) do Ministério da Cultura para realizar um curto programa diário na RDP-Antena 1. Ao todo foram 60.000 euros (12 mil contos) recebidos em 2000 e cerca de 4500 a 5000 euros por mês em 2001. Ou seja, o Estado Português gastou com Barbara Guimarães um total de 110.000 euros. Tudo graças à amizade então existente entre o ministro da Cultura e a conhecida estrela de televisão. Manuel Maria Carrilho subsidiou o programa, um pequeno magazine cultural de cinco minutos transmitido de segunda a sexta-feira na RDP-Antena 1. Os 5.000 euros mensais atribuídos por Manuel Maria Carrilho a Barbara Guimarães foram pagos através do Fundo de Fomento Cultural, entidade tutelada pelo Ministério da Cultura e presidida pela actual secretaria-geral do ministério, Helena Pinheiro Azevedo. Este deve ser o dinheiro que um contribuinte médio faz de descontos UMA VIDA INTEIRA, sem poder fugir !!! Como diria o ilustre Manuel Maria Carrilho no telejornal? 1. Chocado ! 2. Surpeendido ! 3. Envergonhado ! 4. Apanhado ! 5. Escondido com rabo de fora ! Quem sabe alguém ganhe vergonha na cara..." Preciso de dizr mais? Apenas que MMC está de consciência tranquila.
Preciso de dizr mais?
Apenas que MMC está de consciência tranquila.
MMC veio esta semana informar o PS que estava disponível para se candidatar à CML contra Santana Lopes. Em primeiro lugar, ainda ninguém, nem PSL se é candidato a Lisboa, em segundo lugar, é pouco provável que Ferro aceite esta candidatura de MMC. Diz na célebre entrevista a Margarida Marante, que os "lisboetas em particular, são muito finos na avaliação entre os compromissos que os políticos assumiram e os que concretizaram". Eu até posso como lisboeta agradecer a "fineza", mas MMC não é candidato eleito pelo distrito do Porto? O que dirá Pinto da Costa ou mesmo José Mourinho, é que esta é mais forte dos sulistas de Bagão Félix. Mas, MMC não pára, e ontem decidiu criticar a publicação do livro de Santana Lopes "Causas da Cultura", dizendo na Sic Notícias que "parece mais um livro de empreeiteiro", e o "mesmo, apenas é feito para esquecer o passado", além de que não considera que o referido livro seja "uma crítica pessoal a mim, até porque estou de consciência tranquila". Obrigado MMC, pelas explicações, até porque V.Exa. como Ministro da Cultura conseguiu pôr todos os lisboetas com fineza.
MMC veio esta semana informar o PS que estava disponível para se candidatar à CML contra Santana Lopes. Em primeiro lugar, ainda ninguém, nem PSL se é candidato a Lisboa, em segundo lugar, é pouco provável que Ferro aceite esta candidatura de MMC. Diz na célebre entrevista a Margarida Marante, que os "lisboetas em particular, são muito finos na avaliação entre os compromissos que os políticos assumiram e os que concretizaram". Eu até posso como lisboeta agradecer a "fineza", mas MMC não é candidato eleito pelo distrito do Porto? O que dirá Pinto da Costa ou mesmo José Mourinho, é que esta é mais forte dos sulistas de Bagão Félix. Mas, MMC não pára, e ontem decidiu criticar a publicação do livro de Santana Lopes "Causas da Cultura", dizendo na Sic Notícias que "parece mais um livro de empreeiteiro", e o "mesmo, apenas é feito para esquecer o passado", além de que não considera que o referido livro seja "uma crítica pessoal a mim, até porque estou de consciência tranquila". Obrigado MMC, pelas explicações, até porque V.Exa. como Ministro da Cultura conseguiu pôr todos os lisboetas com fineza.
Um dos jornais dos Açores, tem na sua primeira página um título deveras discriminatório: "Homossexuais micaelenses estão aterrorizados"
É espantoso, e depois de ler a notícia ainda mais, que ainda existam em Portugal jornais e pessoas que neles escrevem que confundam pedofilia com homossexualidade. Não é que não possam existir homossexuais envolvidos, mas de todos os acusados tanto nos Açores como no Continente, a maior parte, senão a totalidade são heterossexuais. De referir, por informação da Sic, que o jornal.
Um dos jornais dos Açores, tem na sua primeira página um título deveras discriminatório: "Homossexuais micaelenses estão aterrorizados"
É espantoso, e depois de ler a notícia ainda mais, que ainda existam em Portugal jornais e pessoas que neles escrevem que confundam pedofilia com homossexualidade. Não é que não possam existir homossexuais envolvidos, mas de todos os acusados tanto nos Açores como no Continente, a maior parte, senão a totalidade são heterossexuais. De referir, por informação da Sic, que o jornal.
Concordo plenamente com JPP e com o comentário do Aviz.
Que país é este que se espanta de mostrarem aos acusados as fotografias, neste caso, das três figuras mais importantes e/ou mais conhecidas do país. Ou será que o país pensa que não terão sido mostradas as fotografias de Cavaco, Guterres, Mário Soares, de altos dirigentes desportivos, de Presidentes de televisões, de pivots, de jornalistas, de bispos, de médicos famosos (ou televisivos), entre outros. Ainda bem, que ainda existem pessoas neste que entendem alguma coisa de investigações policiais. E ainda bem, que JPP comprenderia muito bem, que a sua foto aparecesse (se é que até nem consta), no portfolio do Ministério Público.
Se constar não é por isso, que JPP está envolvido, nem é por isso, que também virá gritar cabala, calúnia, para a televisão.
Concordo plenamente com JPP e com o comentário do Aviz.
Que país é este que se espanta de mostrarem aos acusados as fotografias, neste caso, das três figuras mais importantes e/ou mais conhecidas do país. Ou será que o país pensa que não terão sido mostradas as fotografias de Cavaco, Guterres, Mário Soares, de altos dirigentes desportivos, de Presidentes de televisões, de pivots, de jornalistas, de bispos, de médicos famosos (ou televisivos), entre outros. Ainda bem, que ainda existem pessoas neste que entendem alguma coisa de investigações policiais. E ainda bem, que JPP comprenderia muito bem, que a sua foto aparecesse (se é que até nem consta), no portfolio do Ministério Público.
Se constar não é por isso, que JPP está envolvido, nem é por isso, que também virá gritar cabala, calúnia, para a televisão.
Parece que o Barnabé ficou ofendido pela importância que a TVI tinha dado ontem ao comentador que mais audiência produz nas televisões em Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa. E tudo, porque a TVI fez o Jornal Nacional directamente de Celorico de Basto, onde era inaugurada a biblioteca municipal de Celorico com o nome de Marcelo Rebelo de Sousa. Em primeiro lugar, todos sabemos que as televisões em Portugal dão hoje importância a alguns factos que decorrem no nosso país, para os explorarem ao máximo. Exemplo disso, foram as várias horas de transmissão das inaugurações dos novos estádios de Alvalade, Dragão e Nova Catedral. Mas, o fenómeno começou com as centenas, ou se calhar milhares, de horas que a TVI gastou a infernizar todo o país com o primeiro Big Brother. Recordar-se-ão do célebre pontapé de um concorrente que teve honras de abertura de telejornal no dia em Jorge Sampaio apresentava a sua recandidatura a Belém. Portanto não acho que a inauguração da biblioteca, seja assim tão ofensivo. Mas, voltando a Marcelo, os portugueses hoje vêm no antigo líder do PSD como o homem da sua confiança, o homem das opiniões acertadas, e não foi por acaso, que na Visão de 06.11, o título da capa era "O que é que Marcelo tem?".
Nessa edição, a Visão fazia uma retrospectiva aos comentadores das televisões e chegava à conclusão que o favorito era Marcelo, tendo os portugueses considerado Marcelo o 3º homem de confiança do país.
Tal é homem de confiança, que todos os que tentavam encobrir Paulo Pedroso, tentaram várias vezes influenciar Marcelo, para falar sobre o assunto nos ecrans da TVI. Tal é se calhar a importância de Marcelo, que Durão aproveitou a sua notoriedade na referida inauguração, para prometer a ligação de Celorico à A7, facto que Albertino Mota e Silva, Presidente da Edilidade, "chegou mesmo a acusar o Governo de António Guterres de ter privado o seu concelho desta ligação à auto-estrada, afirmando que Celorico de Basto foi marginalizado por quem tutelava a pasta das Obras Públicas ao aprovar o actua projecto em execução. Não haver nó em Celorico de Basto que nos ligue à A7 é marginalizar este concelho, é condená-lo à estagnação económica e a que as assimetrias actualmente existentes se acentuem ainda mais..
E quanto a Marcelo deixar a política em 2005, estejam descansados, porque Marcelo continuará a fazer política, como ele tão bem sabe. Provavelmente iremos ver Marcelo em 2005, ao lado do candidato mais previsível nas eleições presidenciais.
O Secretário de Estado da Agricultura e Pescas do Governo Regional dos Açores demitiu-se hoje por alegadamente o seu nome ser um dos putativos pedófilos nos Açores. Diz Ricardo Rodrigues que "...Nada tenho a ver com os processos, que têm vindo a público, mencionados em alguns órgãos de comunicação social, relativos a qualquer caso de abuso sexual de menores. Não posso, porém, ignorar, a existência de uma onda de boatos, calúnias e referências implícitas à minha pessoa, relacionadas com os aludidos processos. Embora sem notícia de qualquer investigação ou menção à minha pessoa por parte das autoridades de direito, tomei a decisão de apresentar a Sua Excelência o Senhor Presidente do Governo Regional o meu pedido de demissão do cargo governamental para que fui nomeado. tal como aconteceu já com outros políticos sobre os quais recaíam suspeitas injustas que posteriormente se comprovaram falsas, mas que souberam, tal como agora o faço, prezar a sua honra e a das instituições democráticas".
Ora bem, então se Ricardo Rodrigues está de consciência tranquila, se apenas existem boatos, porque se demite? E, quem são os políticos que Ricardo Rodrigues fala quando, afirma que outros em que recaíam suspeitas injustas, posteriormente se comprovaram falsas? Seria Paulo Pedroso? Mas, já se provou alguma coisa, sobre Pedroso, que eu ainda não saiba? De toda esta história, apenas podemos retirar uma novidade, é que Carlos César e Ricardo Rodrigues não falaram em cabala. Mas, Ferro Rodrigues ainda não falou, e não me espantaria que viesse novamente com a teoria da cabala. Desta vez, se calhar com o pretexto das eleições regionais. Que podre vai o nosso país.
Depois de ver e reler a notícia do acordo histórico na AutoEuropa, fico satisfeito por perceber que neste país ainda existem pessoas que se consigam sentar a uma mesa de negociações e redigir um acordo sobre o futuro e o destino da vida de outros. O acordo efectuado entre a Auto Europa e a Comissão de Trabalhadores, vêm revolucionar os acordos laborais em Portugal. Todos estamos habituados a ver os trabalhadores na rua a fazer manif's, a fechar as fábricas, a fazer greves, e os patrões a fazerem o belo braço de ferro, dizendo que não podem pagar mais. No mesmo dia em que acontece este acordo, o Admistrador da OlivaCast, propôs aos trabalhadores o congelamento dos seus ordenados para a empresa pagar as contas de electricidade. Todos os patrões que tive e, por muitas razões que tenha deles, sempre tiveram como primordial o pagamento aos seus funcionários no dia que estava estipulado. Mas, nem todos têm a mesma sorte que tive. Voltando ao acordo, julgo que o mesmo deverá servir de exemplo aos patrões e trabalhadores e seus sindicatos, para solucionar os problemas que aparecem a espaços em algumas empresas. Se nalguns existir a inteligência de redigir, como o que a AutoEuropa assinou com os seus trabalhadores, julgo que todos ganharam com isso, e o país também. Porque com acordos deste tipo, Portugal ganha menos 800 trabalhadores no desemprego. Será que não é bom para o país? Muito melhor, que todas as retomas do Luís Delgado.
Cavaco Silva afirmou hoje que O Pacto de Estabilidade está neste momento morto, pelo menos no que diz respeito à parte sancionatória. Penso que isso é uma indicação de que a Europa comunitária está sem rumo..
Pelo que pude observar na blogosfera, como aqui, aqui, aqui, parece que as referidas declarações causaram algum espanto em certos bloguistas. Mas, pergunto eu, alguém, mesmo sendo social-democrata concordou com a posição que Portugal tomou? Eu não! Agora tenho que perceber, que infelizmente face à dimensão do nosso país, e aos erros do passado como 2001, tivemos que nos vergar aos interesses das duas maiores potências europeias. Quanto ao apoio de Cavaco a MFL, afirmando que a mesma defendeu uma posição em prol do interesse nacional, só posso concordar, aliás é a única forma de ver este apoio, para o considerar minimamente aceitável. Estariam à espera que Cavaco dissesse mal de MFL, Cavaco é um homem de Estado, sabe o que pode dizer, muito mais, da sua delfim.
Como já sabem tenho uma admiração por MMC, como sabem é ele o político que mais vontade de rir me dá. Como contribuição MMC criou um blog, e que gargalhada eu tive quando abri a página mais narcisista da blogosfera. Afirmo desde já que, nunca mais irei linkar o seu blog, porque eu sou como o Pedro Lomba e o Pedro Mexia nós não queremos entrar em Manuel Maria Carrilho.
NNão quis realmente acreditar como alguém pode ser assim. Agora que temos outro grande concorrente, a tal causa nossa, deles diga-se, espero para ver o confronto entre MMC e Ana Gomes, como se de um frente a frente se tratasse. O que irão dizer estas almas em Janeiro? Cuidado Guterres (outro blog nada narcisista), porque os ventos começam a soprar fortes, como se de uma América Cup se tratasse.
Já foi há 40 anos!
Realmente, como o tempo passa depressa. Durante estes dias que antecediam a data da morte de JFK, a RTP, esse canal que devia ser ainda mais de serviço público, emitiu uma série sobre a vida de JFK. Uma série feita à alguns anos, protagonizada por Martin Sheen, para mim, o melhor actor a desempenhar JFK. A série que abordava a vida de JFK desde a eleição à sua passagem pela Casa Branca e consequente assassinato, mostrava-nos ainda, como JFK soube coordenar o problema chamado Cuba, como foi iludido no processo da "Baía dos Porcos", como teve medo do Vietname, como teve de gramar Hoover, e como sempre foi um enfant terrible com as mulheres.
Na Terça-Feira Paulo Camacho surpreendeu-se quando PSL afirmava estar emocionado com os 40 anos da morte de Kennedy. Camacho achava que sendo um homem de esquerda, o mesmo, não impressionaria PSL, mas Kennedy não era um só um homem de esquerda, era um estadista, um humanista, um político com p grande. Quanto à pergunta que as janela para o rio faz, se o mundo estaria menos perigoso se Kennedy estivesse sobrevivido ao atentado, é evidente que para a mesma não existe resposta, apenas opiniões, conjunturas, porque a mesma encerra o célebrese.
São essas opiniões que o jmf traz hoje, com as afirmações de Arthur Schlesinger, o homem que mais estudou Kennedy. E Portugal estaria melhor se Sá Carneiro não tivesse morrido? Passo a comparação.
Sobre o orçamento de Estado para 2004, ao qual não me quero referir em grande pormenor, porque o mesmo já foi aprovado, apenas gostaria de indicar a Jaquizinhos mais algumas:
- Todos os utentes das SCUT´s que provavelmente irão cortar estradas, neste país de brandos costumes.
- Os médicos, essa classe tão desfavorecida que irá fazer greves porque o orçamento para saúde foi cortado.
- etc., etc.
Obrigado João por teres tocado na ferida.
Há uns dias atrás escrevia o quanto Manuel Maria Carrilho me faz rir. Na altura escrevia sobre a sua comparação fantástica entre o caso Pedroso e Martins da Cruz.
Além disso, na altura alertava para o facto de MMC ter respondido a RGC na SIC que não tinha ido à fanfarra do PS às portas da AR, porque estava a trabalhar no Hemiciclo. Mas, MMC não tinha ido porque, como afirmei na altura, ninguém da Comissão Política do PS gostava dele nem vice-versa.
Hoje, MMC veio novamente colocar o riso na minha face, e logo pela manhã, quando li a sua carta aberta aos socialistas no DN. Para além, de confirmar que eu e todo o Portugal tem razão, ao afirmar do ódio existente entre MMC e CPPS. Como Barnabé diz bem, só poderemos esperar que MMC se candidate em Congresso, para de uma vez por todas perceber que não existe no PS.
Para terminar os meus sorrisos, MMC na SIC esta noite, voltou novamente a fugir ao problema, não dando a mínima satisfação à carta que escreveu, quando questionado por RGC.
MMC continua, porque continuas a divertir-me.
Eram 20.00 H quando as televisões nacionais abriam os seus telejornais em directo do Palácio de Belém, onde Jorge Sampaio iria falar à Nação. As televisões minutos antes, em rodapé (essa linda forma de informar), alertavam para a comunicação do PR. Se estivessemos na América, diríamos que Bush iria propor outra guerra qualquer. Mas, como estamos em Portugal o assunto era escutas. No café onde estava, as pessoas calaram-se, o dono aumentou o som da televisão e todo o povo ficou estarrecido a ouvir a mensagem do PR. Passado 10 minutos voltou o barulho, o som da TV baixou, e as pessoas continuaram a falar sobre o que lhes ia na alma. Retirei do discurso do PR duas situações:
1. O almoço ocorreu para saber em que ponto estava o processo Casa Pia, apenas e tão só isso. Tendo ainda, o PR dado a sua "palavra de Honra" de que não interfere em nenhuma instância, apesar de ser o mais alto dignatário português.
2. Aproveitou o PR para alertar os portugueses que o país não vive com a novela (sic) Casa Pia, e que tanto o PS como os restantes partidos da oposição devem perceber que à muitas questões importantes para discutir sobre Portugal. Considero que o PR tentou "puxar as orelhas" a toda a direcção do PS, tentando abrir os olhos de quem os traz fechados.
No DN de hoje, vem o título "Suiços votam contra estrangeiros".O texto noticia a vitória da UDC (União Democrática do Centro), partido de extrema-direita, que obteve a maioria dos votos de Domingo. A UDC defende um referendo de limitação dos imigrantes na Suiça, que constituem hoje, 30% da população activa, ou seja, 1,2 milhões de pessoas. O discurso que a UDC efectua não é muito distante dos discursos vistos à 2-3 anos atràs na Áustria, ou mesmo os efectuados por Le Pen em França, que obrigaram o povo a votar à força em Chirac. Se olharmos para o nosso pequeno país, observamos que o discurso de Paulo Portas, apesar de mais moderado, começa a colar-se aos acima referidos. A vantagem em Portugal, é que ainda estamos a viver a revolução de Abril, e com isso, ainda vivemos os referidos ideais. Para além de que Paulo Portas está no Governo e por isso, modera o seu discurso em função dos cargos que ocupa. A democracia em Portugal ainda é para muitos, uma jovem personagem no panorama político, e com isso, levamos vantagem sobre países que após a 2ª Guerra Mundial e consequente queda de Hitler, viraram para a democracia e iniciaram o seu processo de construção política. Mas, com os anos a passar, e as crises a aumentar, podemos sofrer o efeito desta onda extremista em Portugal. E se constatarmos, Portugal é facilmente influenciável, por estas políticas extremistas, basta sermos um país com larga percentagem de imigrantes, de todos os cantos do Mundo, aumento no Desemprego para números elevados, para além de sermos um povo racista. Esperemos para ver o que futuro nos reserva, mas devemos acima de tudo, começar a olhar para estes resultados, de uma forma menos leviana, para no futuro, não termos supresas desagradáveis.
JPP na sua análise de Domingo na SIC, pôs o dedo na ferida, e de forma simples, caracterizou a célebre história das escutas a Ferro. Tudo não passou da cunha que o PS tentou pôr nas altas instâncias judiciais e governamentais do nosso país. O PS e, principalmente Ferro Rodrugues, tem que perceber que todo este processo e a forma como o partido ou a direcção do mesmo, o está a conduzir, só vai levar a um único destino: a descredibilização dos portugueses no PS. Todos temos consciência que o maior partido da oposição não tem tido nos últimos tempos, a tranquilidade que provavelmente desejava, mas se não a tem, é porque també não luta por ela. Dr. Ferro Rodrigues não teria sido mais fácil aproveitar a onda que a cunha do ministro Pedro Lynce estava a provocar, do que efectuar aquela fanfarra na AR para receber PP? Quando o país andava a falar, a gritar, a questionar sobre a cunha do ministro, FR dava o maior tiro no pé. Quanto à questão de PP voltar à AR, apenas merece uma pergunta. Não foi PP e o PS, que à uns meses atrás, solicitavam aos gritos (como sempre acontece na AR), a demissão do ministro Paulo Portas, por este estar arrolado como testemunha no caso Moderna? Mais um tiro no pé, FR. Chegados a este momento, em que nos transcrevem as escutas, pouco me importa, se FR está ou não se "cagando" (sic) para o segredo de Justiça, ou manda todos os elementos da justiça, para onde mandou. Importa sim, solicitar ao Dr. Jorge Sampaio, PR deste país, que explique realmente o que falou com Souto Moura, no tal almoço, se é que existiu. É importante esta explicação, para o bem da credibilidade que o PR tem na opinião pública. O único provavelmente a poder gabar-se de tal sorte.
A Dra. Ana Gomes na sua "linda" e "urdidura" entrevista ao DN de ontem, questiona quem irá pagar as despesas de José Lamego na Administração do Iraque. Espantoso, Dra. Ana Gomes! O PS continua na sua tempestade de ideias. José Lamego, é no momento uma das maiores figuras do PS actual, a par de António Vitorino. Quanto a António Vitorino, a direcção do PS, não se importaria muito, que o mesmo tivesse ganho a corrida a Secretário-Geral da NATO, permitindo assim, o seu afastamento de Portugal e da sua mais que provável candidatura a Secretário-Geral do PS. José Lamego, que aceitou uma recomendação do Governo de Durão Barroso, tornou-se logo um herege dentro do PS.
Não seria esta recomendação uma forma de regozijo para o PS?
Não seria uma forma de aproveitar a onda e explorar esta recomendação?
JL é um quadro do PS, que pelas suas capacidades, foi recomendado para uma missão que se prevê difícil. O PS continua a desprezar os seus quadros. Desprezou António Guterres, apesar de nesse caso ter alguma razão, porque o seu líder tinha abandonado o barco da forma como sabemos, mas daí, a desprezar todos os seus quadros, que por qualquer razão, sejam chamados para missões governamentais e/ou recomendados pelo Governo actual, vai um longo percurso.
Os estudantes andam na rua novamente, desta vez, pelo aumento das propinas impostas pela política renovadora de Pedro Lynce. A maior parte da sociedade portuguesa concorda com a nova metodologia, e eu também. E concordo, porque os estudantes do ensino superior público, têm-se que convencer que para puderem reclamar por melhorias nas instalações universitárias, por melhorias nas condições do próprio ensino, têm que pagar. Se observarmos o nosso ensino superior, chegamos rapidamente à conclusão de que quem usufrue as universidades públicas são essencialmente os estudantes em que os pais possuem melhores condições financeiras. Nas universidades privadas temos em grande maioria os estudantes em que os pais fazem sacrifícios, por vezes desumanos, para dar os seus filhos condições de terem no futuro uma vida melhor. Quando vemos os estudantes das públicas na rua a reclamar por irem pagar no máximo 800 e tal Euros de propinas por ano, imediatamente comparamos com as privadas e constatamos que esse valor daria para pagar duas mensalidades. Para além tudo isto, tenho que obviamente concordar com o que JPP disse ontem na sua análise semanal na SIC. Dizia JPP, que os estudantes podem efectuar piquetes de greve, mas não podem fechar universidades, nem mesmo cortar estradas, como eles afirmavam dias antes. Teremos chegado a uma ditadura estudantil? Não terão os alunos que concordam com esta reforma, e que se calhar não são poucos, direito a entrar nas universidades? Ou será que se as universidades estivessem abertas, a adesão era insignificante? Deverá o Estado ser tolerante para com pessoas que fecham universidades e estradas? Com certeza que não. E por isso, considero que o governo de Durão está a ser forte na defesa da sua reforma, mas no futuro, terá que ser ainda mais forte para combater com a intolerância demonstrada por um grupo de estudantes contestatários, movimentado, como sempre, por grupos partidários que bem conhecemos na nossa sociedade.
Paulo Pedroso (PP) foi libertado à dois dias, como todos sabemos e vimos. Como prova de "solidariedade" os deputados do PS colocaram-se à porta das traseiras da AR, para ver PP passar. E aqui começa quanto a mim o maior problema desta libertação. Não vou a criticar em termos jurídicos, porque não é nem a minha vocação, nem a minha função, vou sim comentar a fanfarra em termos sociais e polítcos como cidadão. Os deputados do PS à excepção de alguns, principalmente MMC (post ontem), abandonaram o hemiciclo para cumprimentar, abraçar, beijar PP. Como no mail que já corre na Net, até o "emplastro" lá esteve. E porque é que eu não concordo com toda esta fanfarra? Porque todos aqueles senhores são deputados de uma nação, eleitos e pagos pelos contribuintes para legislar, defender os direitos dos cidadãos, entre outras obrigações. Não são pagos para abraçar um deputado que esteve preso preventivamente e acusado de práticas sexuais com menores, e que regressou a AR como se preso político se tratasse. Percebo que as tradições do PS passem por aí, mas lembrar 74, para um caso destes é demais. Mais grave ainda na minha opinião, é a decisão de levantar a suspensão de PP e de o mesmo regressar a AR. Se a credibilidade da AR já estava diminuta, então agora não sei onde se irá situar. Mas entendo a posição do PS, porque PP vai significar um novo fôlego para Ferro Rodrigues, um líder fraco por natureza. Vai significar o aproveitamento mediático da Comunicação Social, que ao segundo dia de liberdade, continua a perseguir PP para todo o lado, como se PP fosse um morador de um BB político. Mal vai a política em Portugal.
Manuel Maria Carrilho (MMC) é o político que mais vontade de rir me dá. Sempre deu. Desde o princípio, desde o WC ministerial mais caro de sempre. Mas, hoje falo de MMC porque me deu uma vontade de rir imensa ver e ouvir MMC, comparar esta noite na SIC, o caso da saída de Paulo Pedroso e o caso da "cunha" de Martins da Cruz. Sobre o primeiro caso, e não aprofundando, até porque prometi a mim mesmo que não falaria da Casa Pia nos próximos tempos, trata-se de uma correcção a um acordão, e trata-se da correcção da pena a um arquido num processo de pedofilia. Não convém esquecer que Paulo Pedroso continua como arguido no processo Casa Pia. Quanto ao segundo caso, trata-se de um erro político do mais patético, que nos últimos tempos assistimos em Portugal. E patético, porque Martins da Cruz tem culpa na célebre "cunha", seja porque telefonou, seja porque alguém falou por ele, seja porque não explicou à filha, que apesar de ser ministro, isso não significava cunhas, mas sim cuidados redobrados. Agora, como pode MMC dizer que estes casos são comparáveis? O que eles têm em comum? Nada. E com mais vontade de rir fiquei com a justificação que MMC deu a Rodrigo Guedes Carvalho, do porquê da sua ausência na fanfarra às portas da AR ontem à tarde. Porque estava a trabalhar no Hemiciclo. Ainda bem, porque deve ter sido o único que ficou na bancada do PS. Aliás sobre este assunto, falarei amanhã. Mas MMC devia ter dito na SIC que não foi para a fanfarra porque não se dá com Paulo Pedroso. Porque não se dá com Ferro Rodrigues. Porque não se dá com a Comissão Política do PS. Nem o inverso acontece. Foi por isto, que MMC não foi receber PP como todos os outros o fizeram. Era isto que MMC devia ter dito, mas não disse, e com isso, fiquei a rir até às lá¡grimas. Obrigado pela boa disposição, MMC!
A notícia de Teresa Patrício Gouveia como a nova ministra do Governo de Durão Barroso supreendeu muita gente, entre elas, Ricardo Costa. No dia da demissão de Martins da Cruz, Ricardo Costa jurava pela sua honra, tentanto ironizar com Martins da Cruz, sobre a notícia que a SIC avançava de o novo ministro ser o actual embaixador de Portugal na REPER. Ricardo Costa chegou mesmo a pedir ao PM que o suprendesse. E Durão fez-lhe a vontade, a ele e provavelmente a muita gente. Teresa Patrício Gouveia volta a governar uma pasta ministerial em governos dirigidos pelo PSD, e pela sua postura, pela sua empatia e principalmete pela sua discrição será concerteza um grande trunfo de Durão Barroso para a recta final deste mandato. Tem pela frente a missão de negociar, se é que é possível, as alterações à Constituição Europeia que Portugal tenta impor, e que o núcleo duro europeu não está minimamente interessado. Quanto às demissões dos ministros Pedro Lynce e Martins da Cruz, concordo com José António Saraiva, quando considera que o país não pode ver os seus ministros demitirem-se constantemente por notícias da comunicação social. Não é vantajoso, nem em termos económicos, nem termos de estabilidade política e social.