dezembro 31, 2003

A ver

Este blog é de extrema originalidade e bastante bem concebido.
A observar os próximos capítulos.
A Catarina merece uma tarte de Amêndoa da Avozinha.

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Adeus

No final deste ano o adeus ao último Presidente Campeão Europeu.
Adeus Fezas, e obrigado por tudo.

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Braga

Acabo de ver a inauguração do estádio mais bonito de Portugal. Sim, porque apesar de benfiquista, e mesmo não querendo bajular o Marcelo, eu acho o estádio de Braga o mais bonito do País. A inauguração e, se exceptuarmos o jogo, foi muito bem concebida, principalmente a sua fase final. De todas as inaugurações, esta foi realmente das mais bem realizadas. E ter um estádio com o maior ecran do Mundo, ainda para mais suspenso no ar, não é para todos. Faz-nos bem a ego este tipo de inaugurações, ainda para mais numa altura de depressão como dizem.

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dezembro 30, 2003

E agora?

E tudo começou...
Para quando o seu fim.

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dezembro 27, 2003

Amizade

É mais que amizade o que nutro por este amigo, mas para um amigo que amanhã de manhã parte para o calor de África, aqui vai:

Amigo
Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra «amigo»
«Amigo» é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!
«Amigo» (recordam-se, vocês aí Escrupolosos detritos?)
«Amigo» é o contrário de inimigo!
«Amigo» é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada.
«Amigo» é a solidão derrotada!
«Amigo» é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
«Amigo» vai ser, é já uma grande festa!

Alexandre O' Neil

Obrigado por seres meu amigo, e em Agosto cá te espero.

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dezembro 26, 2003

Natal

Um amigo da casa da avozinha enviou-me como presente de Natal este poema de Camões:

"Com o tempo o prado seco reverdece
Com o tempo cai a folha ao bosque umbroso
Com o tempo pára o rio caudaloso
Com o tempo o campo pobre se enriquece
Com o tempo um louro morre, outro florece
Com o tempo um é sereno, outro invernoso
Com o tempo foge o mal duro e penoso
Com o tempo torna o bem já quando esquece
Com o tempo faz mudança a sorte avara
Com o tempo se aniquila um grande Estado
Com o tempo torna a ser mais eminente
Com o tempo tudo anda e tudo pára
Mas só aquele tempo que é passado
Com o tempo se não faz tempo presente."

Para este amigo da casa, desejo que o seu tempo seja, também ele, um tempo de alegria, esperança e fraternidade. Já passaram muitos anos, amigo, mas continuas a marcar presença no meu tempo, e por isso, já fez três anos de tempo, que a tua vida ficou ainda mais ligada a mim. Obrigado e Feliz Natal Compadre!

Publicado por TMA em 12:23 AM | Comentários (0) | TrackBack

dezembro 23, 2003

Intervalo

Intervalo por uns dias, para festejar o aniversário de casamento e posteriormente dar uma saltada até à casa dos papás para fazer uns docinhos de Natal. Não se esqueçam de comer muitos docinhos, porque doçaria é alegria.

Publicado por TMA em 12:51 AM | Comentários (0) | TrackBack

Marcelo

Parece que o Barnabé ficou ofendido pela importância que a TVI tinha dado ontem ao comentador que mais audiência produz nas televisões em Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa. E tudo, porque a TVI fez o Jornal Nacional directamente de Celorico de Basto, onde era inaugurada a biblioteca municipal de Celorico com o nome de Marcelo Rebelo de Sousa. Em primeiro lugar, todos sabemos que as televisões em Portugal dão hoje importância a alguns factos que decorrem no nosso país, para os explorarem ao máximo. Exemplo disso, foram as várias horas de transmissão das inaugurações dos novos estádios de Alvalade, Dragão e Nova Catedral. Mas, o fenómeno começou com as centenas, ou se calhar milhares, de horas que a TVI gastou a infernizar todo o país com o primeiro Big Brother. Recordar-se-ão do célebre pontapé de um concorrente que teve honras de abertura de telejornal no dia em Jorge Sampaio apresentava a sua recandidatura a Belém. Portanto não acho que a inauguração da biblioteca, seja assim tão ofensivo. Mas, voltando a Marcelo, os portugueses hoje vêm no antigo líder do PSD como o homem da sua confiança, o homem das opiniões acertadas, e não foi por acaso, que na Visão de 06.11, o título da capa era "O que é que Marcelo tem?".
Nessa edição, a Visão fazia uma retrospectiva aos comentadores das televisões e chegava à conclusão que o favorito era Marcelo, tendo os portugueses considerado Marcelo o 3º homem de confiança do país.
Tal é homem de confiança, que todos os que tentavam encobrir Paulo Pedroso, tentaram várias vezes influenciar Marcelo, para falar sobre o assunto nos ecrans da TVI. Tal é se calhar a importância de Marcelo, que Durão aproveitou a sua notoriedade na referida inauguração, para prometer a ligação de Celorico à A7, facto que Albertino Mota e Silva, Presidente da Edilidade, "chegou mesmo a acusar o Governo de António Guterres de ter privado o seu concelho desta ligação à auto-estrada, afirmando que Celorico de Basto foi marginalizado por quem tutelava a pasta das Obras Públicas ao aprovar o actua projecto em execução. Não haver nó em Celorico de Basto que nos ligue à A7 é marginalizar este concelho, é condená-lo à estagnação económica e a que as assimetrias actualmente existentes se acentuem ainda mais..
E quanto a Marcelo deixar a política em 2005, estejam descansados, porque Marcelo continuará a fazer política, como ele tão bem sabe. Provavelmente iremos ver Marcelo em 2005, ao lado do candidato mais previsível nas eleições presidenciais.

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Coimbra

Parece que em Portugal ainda há alguma coisa que valha a pena.

Publicado por TMA em 12:11 AM | Comentários (0) | TrackBack

dezembro 21, 2003

Regresso de um emigrante

01.22 H - Aeroporto de Lisboa, Portela. Chegam aos magotes, do calor das Áfricas, e do Brasil, do frio da cidade Luz, de Bruxelas ou Luxemburgo, das ilhas, de todo o lado. É o regresso natalício. O regresso fraterno à capital dos países mais belos do Mundo, senão o mais. Quando sobrevoamos Lisboa, quando os pés do avião passeiam por cima das sete colinas, e começamos a vislumbrar todas as luzes desta cidade, que lá de cima, são todas tão pequeninas, começamos a sonhar com todo o desejamos à largos meses. E os sonhos são muitos, o bacalhau com grão, os sonhos, as rabanadas, o bolo rei, a chuva, e ao mesmo tempo o sol, as luzes da baixa, e se me permitem, o primeiro olhar sobre a Nova Catedral. Trata-se de mais um regresso, de mais um Natal, mas apesar de este ser talvez o "milésimo" regresso, continua a ser igual à primeira vez. Nesta matéria julgo que não há segundas vezes, apenas a primeira, é como se ao sair de Portugal ficassemos novamente puros, e por isso, os regressos tornam-se sempre um momento de nervosismo misturado com alegria. Lisboa continua linda, com a lua a dar o seu charme a uma cidade a transbordar de beleza. É isto, que todos aqueles que convivem connosco o ano inteiro, não percebem, é que não existe cidade mais bonita no Mundo que a nossa querida Lisboa. E no Natal ainda é mais especial.

Publicado por TMA em 03:04 AM | Comentários (0) | TrackBack

dezembro 20, 2003

Portais

Os portais têm destas coisas.
Já tinham chegado a este blog, pessoas à procura de JFK, de Snu Abecassis, dos doces da avó, mas à procura de anedotas porcas, isso é que me intrigou. Cheguei à conclusão que estava relacionado com este post, sobre jantares de Natal.

Publicado por TMA em 06:55 PM | Comentários (0) | TrackBack

Agradecimentos

Parece que o Fumaças, parou para comer um docinho da avozinha.

Publicado por TMA em 04:06 AM | Comentários (0) | TrackBack

Aproximação

Será que é desta que Pinto da Costa tem juízo?

Publicado por TMA em 03:52 AM | Comentários (0) | TrackBack

A verdadeira Estória da captura de Saddam Hussein

A tarde estava calma e ensolarada, a patrulha com 4 GNR decide parar o jipe e dirige-se para umas pequenas casas no meio das Palmeiras. Entram numa delas e diz um GNR:
- Xão 4 mines faz xabor.
Ao que responde Ali-Mamade, o iraquiano:
- Nós não vender bebidas alcoólicas...
(G) - O xenhor tá a brincar?! Quer ficar com o estabeleximento enxerrado?
(I) - Não senhor Guarda, Ali-Mamade falar verdade...
(G) - Num brinque carago, pois a gente já boeu xerbeja aqui, despache-se hóme! traga lá as mines!
(I) - Juro por Alá que Ali-Mamade nunca vender cerveja...
(G) - Bom bossemexê paxou das marcas! Bai ser autuado! Xargento Xaraiva, bamos revistar a Xafarica! Os quatro guardas revistam por todo lado, até que o Guarda Gonzaga, distraído, deixa cair a arma no chão e esta bate em algo "oco"!
Chama os colegas, e exclama: - tá aqui um buraco! Debem tar aqui as mines escondidas!!! Áh pois é! O Xenhor Ali-mamade penxava que enganaba a guarda.
Os Agentes da GNR tiram a tampa do pequeno poço, à procura das mines. Espreitam lá para dentro e vêem um velho com cabeleira e barba longa (Saddam).
(G) - Oxa lá, é boxê que está a esconder as mines??!!!!
(I) - Não, não ai dentro está o meu primo, que está muito doente...
Ao que responde o Saddam:
(S) - Sim eu estar muito doente...
(G) - Num brinque carago, deixe lá ber as xerbejas...
(S) - Nós não ter aqui bebidas...
(G) - Bom os xenhores estão a brincar com a autoridade! Bai já tudo prejo!! Tudo pró jipe ! Bai já tudo pa Bagdade!
(S) - Eu tenho muito dinheiro não me levem para Bagdade. Ao que os agentes comentam entre si:
(G)- Olha outro que debe ter a mania que é o Saddam e que pode comprar a guarda. Ainda se foxe com um persunto... a gente não se deixa cumprar por pouco!!! Carago !!!!
(S) - Eu pago o que quiserem, eu sou o SADDAM.
(G) - Pois aqui todos são o Xor. Xaddam!!! É xempre a mesma cunbersa, bá pro jipe. Tá tudo autuado e bai já tudo pá xoça!
No final, os americanos como sempre ficaram com os louros de mais uma valente e destemida operação das forças portuguesas em território inimigo, foi a verdadeira estória da captura de Saddam Hussein.

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dezembro 18, 2003

A visão do português

Muito bom, o post do Jaquizinhos sobre Albojardaria.
Sempre actual

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dezembro 17, 2003

Abaixo os penetras

O dono da festa já estava irritado com o número de penetras. Num determinado momento pediu silêncio a todos e anunciou um acontecimento especial.
- Peço aos convidados do noivo que se coloquem à minha direita.... Um monte de gente ainda mastigando as empadinhas se dirigiu à direita.
- E agora eu peço que os convidados da noiva se dirijam à minha esquerda. Mais uma multidão se locomoveu com seus copos e salgadinhos para a esquerda.
Feito isto o dono da festa anunciou:
-Agora peço aos convidados à minha direita e à minha esquerda que se ponham daqui para fora, pois isto aqui é um baptizado!

Publicado por TMA em 02:26 AM | Comentários (0) | TrackBack

Agradecimentos

Apesar de não ser "um dos nossos" congratulo-me pela Direita ter provado os doces da avozinha, bem como retribuo à Memória Virtual.

Publicado por TMA em 02:15 AM | Comentários (0) | TrackBack

Bruxarias

Parece que o bruxo já sabe que Saddam é bufo!
Será que tem o previlégio de assistir aos interrogatórios?

Publicado por TMA em 01:58 AM | Comentários (0) | TrackBack

dezembro 15, 2003

O artigo do mês

Este artigo que anexo simboliza a ideia de milhões de portugueses que todos os anos se encontram nas respectivas festas, mas que apesar de possuírem este sentimento (eu incluído), continuam a ir aos jantares.

"Por um Natal sem jantares!

Entrámos no mês de Dezembro e aproximamo-nos vertiginosamente do momento mais doloroso do ano para todos os que trabalham em empresas: o jantar de Natal. Não há pior seca que desperdiçar aquelas horas da nossa existência no mais complexo exercício de cinismo a que tal função nos obriga. Há mesmo caso de relatos de trabalhadores que entram em delirium tremens na véspera do famigerado jantar e até de outros que optaram por se atirar da janela para o precipício ao soarem as badaladas das oito. O que é difícil de saber é aquilo que mais nos agonia. Se o sorriso idiota do chefe que ainda ontem nos deu uma rabecada só por a gente se ter atrasado a conferir as facturas do mês e que agora nos passa a mão pelo pêlo. Se o cheiro do sovaco da dona Guilhermina que nos calhou em sorte, ao lado, na mesa. Se o discurso baboco do patrão, com aquelas tretas nojentas que somos todos uma grande família quando se está mesmo a ver nos olhos do gajo que o tipo se prepara para cortar a cabeça a metade da malta que ali está. Também faz parte desta infeliz tradição misturar o maralhal todo para fingir que até somos todos iguais e que lá isso de uns ganharem dez vezes mais que os outros não tem importância nenhuma, pois o que importa é que estejam todos a contribuir para o bem comum, ou seja, para a felicidade dos tipos lá de cima, que com a distribuição dos lucros da firma sempre podem sacar umas gajas boas para dar umas voltinhas sem terem de se sujeitar ao refugo de bares de segunda ou umas viagens a Bragança. É assim perfeitamente normal que fiquemos entalados na mesa entre o electricista da manutenção, que arrota entre cada pastel de bacalhau que abocanha, e a dona Aurora da secção de pessoal, mulher portadora de uma grande rodagem de estrada, mas que a idade fez encostar às boxes, e que se vai roçando languidamente pelas nossas pernas acima à medida que vai emborcando copos de branco. É então que se coloca o problema de saber o que se há-de dizer àqueles seis ou sete marmanjos com quem repartimos a mesa. Contar anedotas porcas pode ser perigoso, porque nunca sabemos se o administrador que para ali está a fingir que é igual a nós não será maricas e nos limpa o sebo logo no dia a seguir. Falar de gajas e futebol equivale a sermos fulminados pelo mulherio que nos fica de trombas para o ano todo. De trabalho, nem pensar, porque isso fazia logo com que cada um começasse a puxar pelos galões e lá se ia por água abaixo a fraternidade. A única saída é mesmo a de ficar calado, com um sorriso idiota nos lábios, dizendo para o da esquerda que a sopa está melhor do que a do ano passado e para o da direita que o bacalhau está uma delícia. A melhor safa destas coisas é mesmo arranjar-mos maneira de ficar ao lado da estagiária que entrou o mês passado, gastarmos o jantar nos preliminares do paleio e partirmos a seguir para uma visita às iluminações de Natal. Com um bocado de sorte, recebemos logo naquela noite um presente caído do céu."

Manuel Ribeiro

In "Notícias Magazine" de 07.DEZ.2003

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dezembro 14, 2003

Sentimento

Permitam-me isto, é que hoje só me apetece dizer "We have got him".

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dezembro 12, 2003

Novos Estádios

Por muitos se calhar desconhecido, mas hoje à noite disputou-se no novo Estádio Municipal de Aveiro (parece que vai ser novo Mário Duarte), o jogo de inauguração da equipa do Beira-Mar, neste que vai ser o seu novo estádio. A referida inauguração teve como encontro o Beira-Mar - Ossasuna (Espanha) que terminou com a marcação de penalidades. Mas, o importante é que estavam a assistir 10 mil pessoas, num estádio com capacidade para 30 mil. (apesar do apelo feito no blog do Beira-Mar não o encheram) Quando confrontado com esta situação, Mano Nunes, Presidente do Beira-Mar respondeu que o dia era mau, porque se trabalha amanhã, e prometia que da próxima pelo menos o 1º Anel estaria cheio. A realidade é que esta será a imagem dos novos estádios, à excepção dos três grandes. Se não vejamos, a Académica no seu novo estádio tem uma média de 7 a 8 mil espectadores, em Guimarães a média baixa para os 4 ou 5 mil, em Leiria e Algarve nem se joga, em Braga está por concluir e tudo em estádios com 30 mil lugares. Em Alvalade a média deve ser 25 a 30 mil, num estádio de 50 mil, no Dragão continua o problema da relva, e a Nova Catedral só encheu na inauguração e a sua média deve rondar os 20 a 25 mil. Assim vai o futebol nos novos estádios em Portugal. O importante, pelos vistos, foi a frase final do comentador da SportV (onde foi transmitido o jogo): "Mais um estádio novo em Portugal".

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Livros-3


Os azulejos que cobrem as paredes de Lisboa contam a história de uma cidade feliz. Este livro convida-nos a descobrir uma Lisboa mais secreta, onde a memória e o imaginário se sobrepõem. Este livro de História lê-se como se fosse um romance, mas permite-nos saltitar entre as várias épocas (capítulos) da cidade: rever o século XX e depois regressar aos fenícios ou às judiarias, às sedas e brocados da Rua Nova no século XVI ou ao Marquês de Pombal. No capítulo final, Sobreposições, encontramos algumas notas pessoais que demonstram bem a sensibilidade de Dejanirah Couto. Eis um extracto. "Rua Sebastião Saraiva Lima. (...) Em certos dias, o silêncio da rua era quebrado pelo assobio estridente do amolador, que passava com a sua carroça. Assim que ouviam esse som pungente, as donas de casa diziam umas às outras que vinha lá chuva. A vida desenrolava-se então em pátios interiores e escadas de serviço. Sentados nos degraus, os inquilinos falavam uns com os outros enquanto descascavam favas ou ervilhas. Antes do Natal, era aí que os perus ficavam sem pescoço, perante o olhar aterrorizado das crianças. As escadas serviam também para mandar recados, fazer os trabalhos da escola, fumar cigarros de barba de milho às escondidas, ou ler o Detective."
Desanirah Couto foi mais uma das muitas pessoas que fugiram para França por não concordarem com o Estado Novo, na sua entrevista à revistaMáxima (via Google), Desanirah explica-nos porque saiu, porque não voltou, e porque acha Lisboa uma cidade feliz. Foi com uma leitura devoradora que li este excelente livro sobre a história da minha cidade. Uma boa oferta de Natal a todos os Lisboetas, para que os mesmos, conheçam ainda mais a sua história. Uma última nota para corrigir, se é que possível a autora, os manjericos não murcham se se tocarem, mas sim se se cheirarem directamente.

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dezembro 11, 2003

A História de um futebolista acabado

Alberto Gonçalves conta-nos a sua história de futebolista acabado para o futebol, por uma questão de camisolas. Como o compreendo, eu também nesse colosso clube chamado Domingos Sávio (sim, esse! Donde saiu Quaresma, Dominguez, José Carlos, Fidalgo e o puto João Pereira), enterrei as minhas chuteiras e ofereci com toda a pompa e circunstância a minha camisola ao Mister, que pelo que sei, no jogo seguinte deu-a ao jogador que me substitiu. Como se pode constatar a entrega da referida camisola, sensibilizou e muito o meu treinador. Mas, tudo iso apenas para dizer, Alberto ainda bem que pensa assim, porque eu também penso dessa forma. Aliás, quando me perguntam, mas és do Benfica porquê? Eu apenas respondo porque sou, porque não podia ser de outro clube, que só podia ser do clube que mais paixão assola numa pessoa. Sei que com esta afirmação todos os adeptos dos restantes clubes à face da Terra me insultarão, mas não faz mal, porque eu sou como o Alberto, não dispo a camisola, e até ao caixão, posso ter mudado muita coisa, mas o Benfica não troco por nada deste Mundo.

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dezembro 09, 2003

Mugabe anuncia saída da Commonwealth

Blair e seus amigos já não dormem hoje.

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Mais uma cabala?

O Secretário de Estado da Agricultura e Pescas do Governo Regional dos Açores demitiu-se hoje por alegadamente o seu nome ser um dos putativos pedófilos nos Açores. Diz Ricardo Rodrigues que "...Nada tenho a ver com os processos, que têm vindo a público, mencionados em alguns órgãos de comunicação social, relativos a qualquer caso de abuso sexual de menores. Não posso, porém, ignorar, a existência de uma onda de boatos, calúnias e referências implícitas à minha pessoa, relacionadas com os aludidos processos. Embora sem notícia de qualquer investigação ou menção à minha pessoa por parte das autoridades de direito, tomei a decisão de apresentar a Sua Excelência o Senhor Presidente do Governo Regional o meu pedido de demissão do cargo governamental para que fui nomeado. tal como aconteceu já com outros políticos sobre os quais recaíam suspeitas injustas que posteriormente se comprovaram falsas, mas que souberam, tal como agora o faço, prezar a sua honra e a das instituições democráticas".
Ora bem, então se Ricardo Rodrigues está de consciência tranquila, se apenas existem boatos, porque se demite? E, quem são os políticos que Ricardo Rodrigues fala quando, afirma que outros em que recaíam suspeitas injustas, posteriormente se comprovaram falsas? Seria Paulo Pedroso? Mas, já se provou alguma coisa, sobre Pedroso, que eu ainda não saiba? De toda esta história, apenas podemos retirar uma novidade, é que Carlos César e Ricardo Rodrigues não falaram em cabala. Mas, Ferro Rodrigues ainda não falou, e não me espantaria que viesse novamente com a teoria da cabala. Desta vez, se calhar com o pretexto das eleições regionais. Que podre vai o nosso país.

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dezembro 08, 2003

Parabéns Queirós

Quatro portugueses em Nou Camp: Queirós, Peseiro, Figo e Quaresma. Num jogo extremamente bem jogado, Queirós e seus pares fizeram história. Vinte anos, doze treinadores depois (o último tinha sido a velha glória Di Stéfano), o Real voltou a ganhar em Barcelona.

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dezembro 05, 2003

Sá Carneiro

Fez ontem 23 anos que Portugal perdeu um dos seus maiores estadistas.
CAA faz hoje o relato de como enfrentou a morte de Sá Carneiro.
Poucos não terão sentindo o mesmo, e uma certeza "...O PSD dos últimos 20 anos é um partido acomodado de comodistas sem a mínima vontade de alteração do status quo . O PSD de hoje, efectuado há muito o assassínio ritual do seu pai fundador, é a negação viva de quase tudo o que Sá Carneiro representava".
E caro CAA para mim esta afirmação é válida: "...Não idolatramos Sá Carneiro apenas depois da sua morte, de alguma maneira já o fazíamos antes. Pela diferença abismal que ele era, face aos políticos do seu tempo. E os dos tempos que vieram depois".

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What Famous Leader Are You?

O escárnio alertou-me para este teste What Famous Leader Are You?


O resultado foi este:



What Famous Leader Are You?
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Os Hábitos

JPC fala hoje do hábito vil que existe em Portugal (e não só, em África espera-se 2 horas após a hora marcada) do atraso sucessivo às horas marcadas para o encontro. De tal forma que essa prática existe, e que existe além-fronteiras, que António Fagundes escreveu e representa uma peça de teatro intitulada "Sete Minutos", que esteve em cena no nos dias 14,15 e 16 de Novembro e posteriormente em Lisboa. "A peça SETE MINUTOS, de António Fagundes, conta a história de uma Companhia de Teatro numa noite agitada e cheia de surpresas. O Actor (António Fagundes) interrompe o espectáculo (Macbeth) por causa de um telemóvel que toca na plateia". E para cúmulo dos cúmulos na revista do Expresso esta semana, vinha a referência a que António Fagundes às 21 Horas fechou as portas do teatro tanto no Porto como em Lisboa, e foi ver o público habituado aos atrasos (parece que é fino) a bater com chapéus de chuva nas portas. António Fagundes já tinha feito o mesmo a Lula em São Paulo, ou seja, o PR brasileiro chegou atrasado e ficou de fora.
Bravo Fagundes!

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Apuramento

Acabei de conhecer o grupo em que Portugal ficou para a Fase de Apuramento para o Mundial de 2006 a realizar na Alemanha. Eis o Grupo: Portugal, Rússia, Eslováquia, Letónia, Estónia, Liechtenstein e Luxemburgo.
Será que os seleccionados aproveitarão para aprender algum curso Marxista? É que à excepção do Luxemburgo, onde jogaremos em casa, será a viagem até à ex-URSS. Vejam as diferenças, antigamente era só preciso fazer um jogo.

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Agradecimento

A Voz do deserto já comeu o docinho da avó.

Publicado por TMA em 06:12 PM | Comentários (0) | TrackBack

Novo Link

Sangue, Suor e Lágrimas, nos desenhos deste blog.

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Pensamento

"Teoricamente, a teoria e a prática são a mesma coisa... mas na prática não."

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dezembro 04, 2003

Acordo Histórico

Depois de ver e reler a notícia do acordo histórico na AutoEuropa, fico satisfeito por perceber que neste país ainda existem pessoas que se consigam sentar a uma mesa de negociações e redigir um acordo sobre o futuro e o destino da vida de outros. O acordo efectuado entre a Auto Europa e a Comissão de Trabalhadores, vêm revolucionar os acordos laborais em Portugal. Todos estamos habituados a ver os trabalhadores na rua a fazer manif's, a fechar as fábricas, a fazer greves, e os patrões a fazerem o belo braço de ferro, dizendo que não podem pagar mais. No mesmo dia em que acontece este acordo, o Admistrador da OlivaCast, propôs aos trabalhadores o congelamento dos seus ordenados para a empresa pagar as contas de electricidade. Todos os patrões que tive e, por muitas razões que tenha deles, sempre tiveram como primordial o pagamento aos seus funcionários no dia que estava estipulado. Mas, nem todos têm a mesma sorte que tive. Voltando ao acordo, julgo que o mesmo deverá servir de exemplo aos patrões e trabalhadores e seus sindicatos, para solucionar os problemas que aparecem a espaços em algumas empresas. Se nalguns existir a inteligência de redigir, como o que a AutoEuropa assinou com os seus trabalhadores, julgo que todos ganharam com isso, e o país também. Porque com acordos deste tipo, Portugal ganha menos 800 trabalhadores no desemprego. Será que não é bom para o país? Muito melhor, que todas as retomas do Luís Delgado.

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Insónias

Existe pior situação que uma insónia? Normalmente as ditas cujas, aparecem em momentos inexplicáveis, por vezes até em momentos de maior cansaço ou mesmo stress. Tanto aparecem na noite anterior a um exame, a uma entrega de um relatório importante, a de uma reunião com a Administração que poderá definir o nosso papel na Empresa nos próximos tempos, ou então aparecem em momentos sem qualquer explicação. Tudo começa no deitar a cabeça na almofada. Escolhemos a nossa posição habitual e passado o tempo normal de adormecimento, começa o vira para um lado e para o outro. Aí começamos a pensar em tudo, nas contas por pagar, na doença do familiar, nas férias que não gozamos, nos golos falhados no último jogo, entre outros pensamentos sem nexo. Começamos a ouvir a torneira que se abriu no prédio, o vizinho que anda de elevador, o carro que derrapa na chuva, o avião que passa, o gato que mia, o cão que ladra, e NADA! Levantamo-nos e vamos para a sala ler aquele livro que deixamos a meio porque era aborrecido, mas passado uma ou duas horas, já o acabamos de ler e afinal até era razoável. Mas, e o sono? Copo de leite, NADA! Estamos a duas horas de nos levantarmos e olhamos pela última vez o relógio, entramos em transe, e por cansaço adormecemos. O "day after", bem o "day after", começa por um duche gelado para acordar, um café duplo, e uma má disposição transmitida por todo o corpo. As olheiras vêm até aos queixos, e ainda, para mais teremos que enfrentar o tal exame, a tal apresentação, ou mesmo a tal reunião. Após o almoço, já não sabemos quem somos, donde viemos, navegamos, voamos, é a alma andar sobre um corpo que não existe, que não está lá. Até que chega o momento tão aguardado, a chegada a casa, o saltar para a cama, e aí mesmo, que o terror de nova insónia aparece vos garanto que dura mais de 10 segundos.

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Nomes

Esperemos que o conteúdo também seja giro, interessante e motivante para um regresso assíduo. Ok Maria!

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dezembro 03, 2003

Agradecimento

Obrigado Nuno.

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dezembro 01, 2003

Livros-2

Mário Rui de Carvalho no livro "Por dentro das Guerras" conta-nos toda a sua vida atrás de uma câmara a filmar guerras e catástrofes.
"...Isso não quer dizer que não tenha medo perante as situações complicadas em que me vejo regularmente envolvido...penso mesmo que é fundamental ter medo. Quando se chega ao ponto de relativizar o medo, e se tem consciência de que isso está a suceder, então é porque chegou a altura de dar um passo atrás e de proceder à reavaliação do que se passa".
"...Nos cursos de formação que tenho dado nos EUA faço sempre a mesma pergunta, e quase ninguém responde acertadamente...Numa situação de guerrilha, de combate no meio urbano, o operador de câmara vai pela rua abaixo a filmar. De que lado deve seguir, que passeio deve escolher? O auditório encolhe os ombros e eu digo, alto e bom som: é sempre do lado esquerdo...nesta actividade não há canhotos, a câmara foi feita para andar sempre no ombro direito, em caso de necessidade é possível encontrar uma porta, um abrigo...o corpo fica protegido e só a câmara é que fica exposta às balas."
"...sempre foi prática da CBS envolver naturais dos países onde estávamos no nosso trabalho".

Estas três passagens, demonstram o seu carácter humano, o profissionalismo e experiência de Mário Rui e da CBS. Quando após algumas semanas, Portugal enfrentou pela primeira vez, um situação de alto risco com dois dos seus jornalistas, eu escrevi que os mesmos tomaram a atitude de entrar no Iraque por que somos um povo de aventureiros. Mário Rui no seu livro, demonstra-nos a profissionalização de um jornalista de guerra, ele que enfrentou a guerra da Guiné de arma em punho como comando do exército português, enfrentou depois, guerras de toda a espécie, as convencionais, as de guerrilhas, e mesmo de casa-a-casa, rua-a-rua, como no Haiti. Mas, a imagem que mais me marca no seu livro é o relato da sua passagem por Armero e a catástrofe de 1985 com a erupção do Nevado del Ruiz.
"...Estou de joelhos, estou presa, o meu nome é Omarya Sanchéz, tenho 12 anos. Estou de joelhos, tenho as pernas presas, não me consigo mexer. É a minha tia, que estava comigo. Está morta e está entalada nas minhas pernas"..."Fui ver de novo a Omarya, já estavam os bombeiros a tentar tirá-la...Omarya entrou em estado de choque linfático e acabou por morrer após 36 horas de sofrimento...a mémória de Omarya ficou comigo, até hoje. Nunca mais me esquecerei de Omarya".
Na semana passada, Mário Rui tinha escrito um excelente artigo no jornal Público, ((que infelizmente não o tem na sua página online) onde falava da sua experiência e da forma como as empresas de comunicação em Portugal não têm cuidados redobrados com os seus correspondentes em locais de conflito. Fiquei ainda mais esclarecido depois de ler este livro de Mário Rui de Carvalho com a colaboração de Luís Costa.

Publicado por TMA em 01:48 AM | Comentários (0) | TrackBack