Depois de ter estado mais de uma semana em profunda amnésia, deparo-me com a actualidade deste país à beira-mar plantado.
Tivemos de tudo, desde o lançamento de Harry Potter no Panteão, à entrevista do PR, o Frade, as manif´s dos estudantes, à derrota do Benfica com o Beira-Mar, ao caso Camarate de novo na berra e até mesmo ao novo estilo de Homem Barricado.
No que diz respeito ao lançamento de Harry Potter em pleno Panteão, e depois de tudo o que li nos jornais e nos vários blogs por onde passei, julgo ser unânime que tal acto não devia ter sido realizado no referido espaço. Sou dos poucos portugueses que considera o Panteão como o monumento mais vivo entre os mortos da nossa História, e por isso, critiquei a colocação de D. Amália no referido espaço, por considerar que apesar da importância de Amália na nossa História, não considerava adequado supultá-la ao lado de nomes que mudaram e escreveram a nossa História. Ficarei ainda mais desiludido se este país tiver a infeliz ideia de colocar Eusébio no mesmo lugar aquando da sua morte, apesar de todo o meu fervor clubístico.
Quanto à entrevista do PR, pouco à mais dizer do que isto, Jorge Sampaio é o novo Secretário-Geral do PS, e novo líder da oposição?
Não! É que pareceu....
Quanto a Frade, o psiquiatra que não era, o homem que em 15 minutos tornou um humano em vegetal, apenas demonstrou a este país, como todo o processo Casa Pia se está a tornar tão ridículo como o advogado de Bibi. E congratulo-me de nunca ter precisado da sua ajuda.
Sobre o apitão dos estudantes, já outrora escrevi sobre as suas reinvidicações, e ainda mais esclarecido fiquei com as explicações da Sra. Ministra do Ensino Superior, quando explicou matematicamente o custo dos estudantes universitários públicos em Portugal.
Será que o estudante, meu amigo que estuda na Clássica, que tem um BMW Z3, que paga copos e jantaradas aos amigos, que possui um lugar cativo de 2500 Euros na Nova Catedral, entre outras regalias, não consegue poupar 75 Euros por mês, ou quiçá, pedir emprestado ao pai para pagar as propinas?
Camarate! Camarate! Para quando Amaro da Costa e Sá Carneiro?
Para quando? Descansem em Paz!
Por último, essa história do Portugal no seu Melhor, em que um homem destroçado com a derrota do Benfica em casa com o Beira-Mar se barricou em casa tendo disparado tiros para o ar e expulso os pais de casa.
Querem melhor que isto para caracterizar como este país anda?
Depois de tudo o que assisti durante o dia de hoje, apenas tenho palavras para dizer: que luxo!!!
Mais uma vez, os benfiquistas provaram durante o dia de hoje que ser do Benfica é ser de uma religião diferente de todas as outras.
Ser do Benfica é um estilo de vida, Ser do Benfica é pertencer a uma classe de pessoas que vivem, respiram e bebem sobre um lema - "Et Pluribus Unum".
Será que o Aviz não percebe que só existe em Portugal uma Instituição que consegue movimentar massas e levar uma TV a esgotar a sua programação em 12 horas de emissão.
É que a Nação afinal é cá em baixo.....
Obrigado Mário Dias!
Acabo de ler 10 histórias de amor em Portugal de Alexandre Borges.
Um livro simples, de fácil leitura onde AB narra dez histórias que possam servir de referência a uma lusa forma de amar.
AB decidiu narrar as histórias de amor de: D. Pedro e D. Inês; Luís de Camões e Dinamene; Camilo Castelo Branco e Ana Plácido; Antº Oliveira Salazar e Maria de Jesus; Vieira da Silva e Arpad Szenes; Sá Carneiro e Snu Abecassis; Paulo Oliveira e Ruth Bryden; Ernesto Sampaio e Fernanda Alves; Manoel de Oliveira e Maria Isabel; José Saramago e Pilar del Rio. Se a história de D. Pedro e D. Inês e Sá Carneiro e Snu Abecassis, muitos de nós já temos um conhecimento quase completo, é de destacar mais três casos neste livro. O de Salazar e Maria de Jesus, onde AB tenta narrar o amor não correspondido de Maria de Jesus e a forma como a empregada, a amiga, e a apaixonada de Salazar viveu toda uma vida ao lado do homem que sempre a ignorou. O de Paulo Oliveira e Ruth Bryden numa óptica sem preconceitos, onde se exprime o amor que um homem transformado em mulher, teve por um rapaz socialmente desviante(toxicodepente e prostituto), e o fez perceber que a vida não era a que vivia. Rapaz que acaba por se suicidar ao ver o seu companheiro a morrer nos hospitais. E finalmente, para mim o mais marcante, o de Ernesto e Fernanda, onde se define (se é que possível definir) o amor no seu expoente máximo.
AB narra a história de um casal que viveu uma vida feita com amor, e que após a morte de Fernanda, Ernesto espiritualmente morreu, tendo posteriomente falecido de AVC.
Um livro bastante interessante, num momento em vivemos constantemente em convulsões.
De um email recebido esta tarde:
Há 3 razões lógicas para se ser Benfiquista:
- A razão natural: a mulher dá à luz, não dà às antas nem a alvalade;
- A razão bíblica: há uma passagen na bíblia que diz: "dominarei os leões e os dragões e voarei para o ceú sobre as asas de uma Águia"
- A razão teológica: Jesus Cristo encarnou. Não azulou nem esverdeou!
Há uns dias atrás escrevia o quanto Manuel Maria Carrilho me faz rir. Na altura escrevia sobre a sua comparação fantástica entre o caso Pedroso e Martins da Cruz.
Além disso, na altura alertava para o facto de MMC ter respondido a RGC na SIC que não tinha ido à fanfarra do PS às portas da AR, porque estava a trabalhar no Hemiciclo. Mas, MMC não tinha ido porque, como afirmei na altura, ninguém da Comissão Política do PS gostava dele nem vice-versa.
Hoje, MMC veio novamente colocar o riso na minha face, e logo pela manhã, quando li a sua carta aberta aos socialistas no DN. Para além, de confirmar que eu e todo o Portugal tem razão, ao afirmar do ódio existente entre MMC e CPPS. Como Barnabé diz bem, só poderemos esperar que MMC se candidate em Congresso, para de uma vez por todas perceber que não existe no PS.
Para terminar os meus sorrisos, MMC na SIC esta noite, voltou novamente a fugir ao problema, não dando a mínima satisfação à carta que escreveu, quando questionado por RGC.
MMC continua, porque continuas a divertir-me.
De algumas semanas para cá que a relação entre Moura Guedes (MMG) e Miguel Sousa Tavares (MST) não é das melhores. Quando a opinião de MST entra no forum da Casa Pia ou de outros crimes parecidos, MMG tem um comportamento completamente irritante e intrometido. MST vai aguentando, mas hoje, MST passou-se. Discordo de muitas opiniões que MST debita nas páginas do Público, de todas as suas opiniões no Jornal A Bola, e por vezes, não concordo com alguns comentários que faz na TVI. Agora que MST tem razão para se irritar com MMG, isso ninguém pode negar. MMG interrompe, opina, salta para cima de MST e só nãoo parte para a luta, propriamente dita, porque....sei lá. Se MMG quer o lugar de MST, porque não propõe ao Director de Programas, por acaso seu marido, José Eduardo Moniz, para substituir MST, ou então Marcelo, ou então ficar a opinar à 5ª para fazer concorrência ao meu adorado MMC.
Agora, por amor da santa, MMG CALA-TE, e deixa o homem falar.
Para finalizar, poque será que as audiências do Jornal Nacional caem na semana em que MMG é a pivot?
Eram 20.00 H quando as televisões nacionais abriam os seus telejornais em directo do Palácio de Belém, onde Jorge Sampaio iria falar à Nação. As televisões minutos antes, em rodapé (essa linda forma de informar), alertavam para a comunicação do PR. Se estivessemos na América, diríamos que Bush iria propor outra guerra qualquer. Mas, como estamos em Portugal o assunto era escutas. No café onde estava, as pessoas calaram-se, o dono aumentou o som da televisão e todo o povo ficou estarrecido a ouvir a mensagem do PR. Passado 10 minutos voltou o barulho, o som da TV baixou, e as pessoas continuaram a falar sobre o que lhes ia na alma. Retirei do discurso do PR duas situações:
1. O almoço ocorreu para saber em que ponto estava o processo Casa Pia, apenas e tão só isso. Tendo ainda, o PR dado a sua "palavra de Honra" de que não interfere em nenhuma instância, apesar de ser o mais alto dignatário português.
2. Aproveitou o PR para alertar os portugueses que o país não vive com a novela (sic) Casa Pia, e que tanto o PS como os restantes partidos da oposição devem perceber que à muitas questões importantes para discutir sobre Portugal. Considero que o PR tentou "puxar as orelhas" a toda a direcção do PS, tentando abrir os olhos de quem os traz fechados.
No DN de hoje, vem o título "Suiços votam contra estrangeiros".O texto noticia a vitória da UDC (União Democrática do Centro), partido de extrema-direita, que obteve a maioria dos votos de Domingo. A UDC defende um referendo de limitação dos imigrantes na Suiça, que constituem hoje, 30% da população activa, ou seja, 1,2 milhões de pessoas. O discurso que a UDC efectua não é muito distante dos discursos vistos à 2-3 anos atràs na Áustria, ou mesmo os efectuados por Le Pen em França, que obrigaram o povo a votar à força em Chirac. Se olharmos para o nosso pequeno país, observamos que o discurso de Paulo Portas, apesar de mais moderado, começa a colar-se aos acima referidos. A vantagem em Portugal, é que ainda estamos a viver a revolução de Abril, e com isso, ainda vivemos os referidos ideais. Para além de que Paulo Portas está no Governo e por isso, modera o seu discurso em função dos cargos que ocupa. A democracia em Portugal ainda é para muitos, uma jovem personagem no panorama político, e com isso, levamos vantagem sobre países que após a 2ª Guerra Mundial e consequente queda de Hitler, viraram para a democracia e iniciaram o seu processo de construção política. Mas, com os anos a passar, e as crises a aumentar, podemos sofrer o efeito desta onda extremista em Portugal. E se constatarmos, Portugal é facilmente influenciável, por estas políticas extremistas, basta sermos um país com larga percentagem de imigrantes, de todos os cantos do Mundo, aumento no Desemprego para números elevados, para além de sermos um povo racista. Esperemos para ver o que futuro nos reserva, mas devemos acima de tudo, começar a olhar para estes resultados, de uma forma menos leviana, para no futuro, não termos supresas desagradáveis.
JPP na sua análise de Domingo na SIC, pôs o dedo na ferida, e de forma simples, caracterizou a célebre história das escutas a Ferro. Tudo não passou da cunha que o PS tentou pôr nas altas instâncias judiciais e governamentais do nosso país. O PS e, principalmente Ferro Rodrugues, tem que perceber que todo este processo e a forma como o partido ou a direcção do mesmo, o está a conduzir, só vai levar a um único destino: a descredibilização dos portugueses no PS. Todos temos consciência que o maior partido da oposição não tem tido nos últimos tempos, a tranquilidade que provavelmente desejava, mas se não a tem, é porque també não luta por ela. Dr. Ferro Rodrigues não teria sido mais fácil aproveitar a onda que a cunha do ministro Pedro Lynce estava a provocar, do que efectuar aquela fanfarra na AR para receber PP? Quando o país andava a falar, a gritar, a questionar sobre a cunha do ministro, FR dava o maior tiro no pé. Quanto à questão de PP voltar à AR, apenas merece uma pergunta. Não foi PP e o PS, que à uns meses atrás, solicitavam aos gritos (como sempre acontece na AR), a demissão do ministro Paulo Portas, por este estar arrolado como testemunha no caso Moderna? Mais um tiro no pé, FR. Chegados a este momento, em que nos transcrevem as escutas, pouco me importa, se FR está ou não se "cagando" (sic) para o segredo de Justiça, ou manda todos os elementos da justiça, para onde mandou. Importa sim, solicitar ao Dr. Jorge Sampaio, PR deste país, que explique realmente o que falou com Souto Moura, no tal almoço, se é que existiu. É importante esta explicação, para o bem da credibilidade que o PR tem na opinião pública. O único provavelmente a poder gabar-se de tal sorte.
Depois da minha segunda visita ao Estádio do Bessa no espaço de dois meses, volto a vir desiludido com o meu SLB. Da primeira vez frente à Lazio, a desilusão era mais de frustação. Ontem o meu regresso tardio, foi uma desilusão de realismo. Viajei para o Porto na companhia de um amigo, encontrando-me no Porto com mais dois, e diga-se, que a viagem até nem correu mal, até porque o sentimento positivo que levava na bagagem era enorme. Julgava eu, que ia espetar com uns 6 ou 7, como nos velhos tempos. Depois de uma verdadeira aventura no trânsito "tripeiro", sento-me na bancada nascente superior do Estádio do Bessa. Após os primeiros 15 minutos de jogo, encosto a fronte ao tubo que se encontrava à minha frente e convenço-me que os 6 ou 7 já eram. Depois de muitos cigarros fumados, chego ao intervalo a zero e desiludido. Regresso do bar com água para refrescar a garganta cansada de tanto gritar para o relvado como se de um Camacho me tratasse. Início do segundo tempo com um Benfica à Benfica, não o do Vale, mas o dos anos 70-80. 9 remates, 9, para total desespero, e finalmente o golo, o grito, a festa, o levantar as mãos aos céus como que agradecer aquele Deus que queremos que seja sempre dos encarnados. Passam-se 5 minutos volto a colocar a fronte no tubo, fumo mais uns quantos cigarros e conformo-me. No fim, vejo um estádio de pé a bater palmas como se tivesse acabado de ver o maior concerto de Pavarotti. Fico sentado, olhando, quieto e conformado. Saio e vou jantar na Boavista. Sento-me e perguntam-me porque estou tão inconformado, respondo apenas que estou conformado. Explico que não posso ter gostado, de uma equipa que joga com uns "carteiros", e apenas ganha por um a zero. Para além disso, mais uma vez informo os presentes que não vi um Benfica à Benfica, porque para mim não basta dominar os 90 minutos. Pedro Mexia escrevia à umas semanas no DN que era um benfiquista racional, eu não o sou, eu sou dos fanáticos. E por isso, não me basta só ganhar, preciso de mais, preciso de jogar bem, exigo que sejam "galácticos" à sua maneira. Preciso do Benfica que sempre conheci, e que não vejo à pelo menos 10 anos.
A Dra. Ana Gomes na sua "linda" e "urdidura" entrevista ao DN de ontem, questiona quem irá pagar as despesas de José Lamego na Administração do Iraque. Espantoso, Dra. Ana Gomes! O PS continua na sua tempestade de ideias. José Lamego, é no momento uma das maiores figuras do PS actual, a par de António Vitorino. Quanto a António Vitorino, a direcção do PS, não se importaria muito, que o mesmo tivesse ganho a corrida a Secretário-Geral da NATO, permitindo assim, o seu afastamento de Portugal e da sua mais que provável candidatura a Secretário-Geral do PS. José Lamego, que aceitou uma recomendação do Governo de Durão Barroso, tornou-se logo um herege dentro do PS.
Não seria esta recomendação uma forma de regozijo para o PS?
Não seria uma forma de aproveitar a onda e explorar esta recomendação?
JL é um quadro do PS, que pelas suas capacidades, foi recomendado para uma missão que se prevê difícil. O PS continua a desprezar os seus quadros. Desprezou António Guterres, apesar de nesse caso ter alguma razão, porque o seu líder tinha abandonado o barco da forma como sabemos, mas daí, a desprezar todos os seus quadros, que por qualquer razão, sejam chamados para missões governamentais e/ou recomendados pelo Governo actual, vai um longo percurso.
Os estudantes andam na rua novamente, desta vez, pelo aumento das propinas impostas pela política renovadora de Pedro Lynce. A maior parte da sociedade portuguesa concorda com a nova metodologia, e eu também. E concordo, porque os estudantes do ensino superior público, têm-se que convencer que para puderem reclamar por melhorias nas instalações universitárias, por melhorias nas condições do próprio ensino, têm que pagar. Se observarmos o nosso ensino superior, chegamos rapidamente à conclusão de que quem usufrue as universidades públicas são essencialmente os estudantes em que os pais possuem melhores condições financeiras. Nas universidades privadas temos em grande maioria os estudantes em que os pais fazem sacrifícios, por vezes desumanos, para dar os seus filhos condições de terem no futuro uma vida melhor. Quando vemos os estudantes das públicas na rua a reclamar por irem pagar no máximo 800 e tal Euros de propinas por ano, imediatamente comparamos com as privadas e constatamos que esse valor daria para pagar duas mensalidades. Para além tudo isto, tenho que obviamente concordar com o que JPP disse ontem na sua análise semanal na SIC. Dizia JPP, que os estudantes podem efectuar piquetes de greve, mas não podem fechar universidades, nem mesmo cortar estradas, como eles afirmavam dias antes. Teremos chegado a uma ditadura estudantil? Não terão os alunos que concordam com esta reforma, e que se calhar não são poucos, direito a entrar nas universidades? Ou será que se as universidades estivessem abertas, a adesão era insignificante? Deverá o Estado ser tolerante para com pessoas que fecham universidades e estradas? Com certeza que não. E por isso, considero que o governo de Durão está a ser forte na defesa da sua reforma, mas no futuro, terá que ser ainda mais forte para combater com a intolerância demonstrada por um grupo de estudantes contestatários, movimentado, como sempre, por grupos partidários que bem conhecemos na nossa sociedade.
Paulo Pedroso (PP) foi libertado à dois dias, como todos sabemos e vimos. Como prova de "solidariedade" os deputados do PS colocaram-se à porta das traseiras da AR, para ver PP passar. E aqui começa quanto a mim o maior problema desta libertação. Não vou a criticar em termos jurídicos, porque não é nem a minha vocação, nem a minha função, vou sim comentar a fanfarra em termos sociais e polítcos como cidadão. Os deputados do PS à excepção de alguns, principalmente MMC (post ontem), abandonaram o hemiciclo para cumprimentar, abraçar, beijar PP. Como no mail que já corre na Net, até o "emplastro" lá esteve. E porque é que eu não concordo com toda esta fanfarra? Porque todos aqueles senhores são deputados de uma nação, eleitos e pagos pelos contribuintes para legislar, defender os direitos dos cidadãos, entre outras obrigações. Não são pagos para abraçar um deputado que esteve preso preventivamente e acusado de práticas sexuais com menores, e que regressou a AR como se preso político se tratasse. Percebo que as tradições do PS passem por aí, mas lembrar 74, para um caso destes é demais. Mais grave ainda na minha opinião, é a decisão de levantar a suspensão de PP e de o mesmo regressar a AR. Se a credibilidade da AR já estava diminuta, então agora não sei onde se irá situar. Mas entendo a posição do PS, porque PP vai significar um novo fôlego para Ferro Rodrigues, um líder fraco por natureza. Vai significar o aproveitamento mediático da Comunicação Social, que ao segundo dia de liberdade, continua a perseguir PP para todo o lado, como se PP fosse um morador de um BB político. Mal vai a política em Portugal.
Manuel Maria Carrilho (MMC) é o político que mais vontade de rir me dá. Sempre deu. Desde o princípio, desde o WC ministerial mais caro de sempre. Mas, hoje falo de MMC porque me deu uma vontade de rir imensa ver e ouvir MMC, comparar esta noite na SIC, o caso da saída de Paulo Pedroso e o caso da "cunha" de Martins da Cruz. Sobre o primeiro caso, e não aprofundando, até porque prometi a mim mesmo que não falaria da Casa Pia nos próximos tempos, trata-se de uma correcção a um acordão, e trata-se da correcção da pena a um arquido num processo de pedofilia. Não convém esquecer que Paulo Pedroso continua como arguido no processo Casa Pia. Quanto ao segundo caso, trata-se de um erro político do mais patético, que nos últimos tempos assistimos em Portugal. E patético, porque Martins da Cruz tem culpa na célebre "cunha", seja porque telefonou, seja porque alguém falou por ele, seja porque não explicou à filha, que apesar de ser ministro, isso não significava cunhas, mas sim cuidados redobrados. Agora, como pode MMC dizer que estes casos são comparáveis? O que eles têm em comum? Nada. E com mais vontade de rir fiquei com a justificação que MMC deu a Rodrigo Guedes Carvalho, do porquê da sua ausência na fanfarra às portas da AR ontem à tarde. Porque estava a trabalhar no Hemiciclo. Ainda bem, porque deve ter sido o único que ficou na bancada do PS. Aliás sobre este assunto, falarei amanhã. Mas MMC devia ter dito na SIC que não foi para a fanfarra porque não se dá com Paulo Pedroso. Porque não se dá com Ferro Rodrigues. Porque não se dá com a Comissão Política do PS. Nem o inverso acontece. Foi por isto, que MMC não foi receber PP como todos os outros o fizeram. Era isto que MMC devia ter dito, mas não disse, e com isso, fiquei a rir até às lá¡grimas. Obrigado pela boa disposição, MMC!
A notícia de Teresa Patrício Gouveia como a nova ministra do Governo de Durão Barroso supreendeu muita gente, entre elas, Ricardo Costa. No dia da demissão de Martins da Cruz, Ricardo Costa jurava pela sua honra, tentanto ironizar com Martins da Cruz, sobre a notícia que a SIC avançava de o novo ministro ser o actual embaixador de Portugal na REPER. Ricardo Costa chegou mesmo a pedir ao PM que o suprendesse. E Durão fez-lhe a vontade, a ele e provavelmente a muita gente. Teresa Patrício Gouveia volta a governar uma pasta ministerial em governos dirigidos pelo PSD, e pela sua postura, pela sua empatia e principalmete pela sua discrição será concerteza um grande trunfo de Durão Barroso para a recta final deste mandato. Tem pela frente a missão de negociar, se é que é possível, as alterações à Constituição Europeia que Portugal tenta impor, e que o núcleo duro europeu não está minimamente interessado. Quanto às demissões dos ministros Pedro Lynce e Martins da Cruz, concordo com José António Saraiva, quando considera que o país não pode ver os seus ministros demitirem-se constantemente por notícias da comunicação social. Não é vantajoso, nem em termos económicos, nem termos de estabilidade política e social.