Maria João Paes comenta:
"verdadeiramente notavel.
Ainda bem que ainda existem pessoas com coragem para escrever aquilo que pensam.Muitos tem a mesma opiniao, mas quem ousa criticar Saramago, sob pena de ser tratado como um perfeito anormal."
José Santos afirma:
"Na verdade Saramago é de facto um deslocado e poucos se atrevem a beliscar o nosso mais famoso intelectual, mas também tem toda a razão no que diz relativamente aos jornalistas que não passam, na sua maioria e por força da necessidade de manter o emprego, de meras ferramentas para empresas que apenas esperam lucros e audiências. Aliás no diz respeito ás televisões, (pequena mas mesmo muito pequena excepção para a RTP), veja-se o jornalismo que se se faz, de bradar aos céus. Nessa parte estou com o Saramago, no resto ele não me faz falta nenhuma."
Considero e como tinha afirmado no post anterior sobre o caso e em que transcrevi a crónica de RGC que concordava com ele.
Penso que Saramago apesar de Nobel da Literatura, e que merece reconhecimento como é lógico, tem que perceber que apesar disso, não se pode considerar como o mais importante português à face da terra.
Aliás o problema de Saramago é o problema de muitos outros que acham que após ter algum reconhecimento nacional e/ou internacional, parecem uns verdadeiros pavões.
Muitos chamam-lhes big brotherianos.
Não acho que Saramago seja um big britheriano mas, daí a Durão Barroso marcar um almoço com respectivo pedido de deculpa público por um erro do passado, leva realmente a pensar se todos nós não ajudamos Saramago a ser o que é.
Sousa Lara dizia hoje, que faria o mesmo que fez há 12 anos atrás, e apesar de a sua decisão ser controversa, a realidade é que as razões apresentadas no passado e reafirmadas hoje, têm toda a lógica.
O povo português é na sua maioria católico, quer Saramago queira ou não.
E se o prémio em causa, tinha como objectivo apresentar a cultura portuguesa, o Evangelho segundo Jesus Cristo, não é propriamente a melhor apresentação.
E como Sousa Lara perguntava, porque será que Saramago não escolheu o Memorial do Convento?
Essa sim uma verdadeira obra nacional, a sua melhor obra.