No DN de hoje, vem o título "Suiços votam contra estrangeiros".O texto noticia a vitória da UDC (União Democrática do Centro), partido de extrema-direita, que obteve a maioria dos votos de Domingo. A UDC defende um referendo de limitação dos imigrantes na Suiça, que constituem hoje, 30% da população activa, ou seja, 1,2 milhões de pessoas. O discurso que a UDC efectua não é muito distante dos discursos vistos à 2-3 anos atràs na Áustria, ou mesmo os efectuados por Le Pen em França, que obrigaram o povo a votar à força em Chirac. Se olharmos para o nosso pequeno país, observamos que o discurso de Paulo Portas, apesar de mais moderado, começa a colar-se aos acima referidos. A vantagem em Portugal, é que ainda estamos a viver a revolução de Abril, e com isso, ainda vivemos os referidos ideais. Para além de que Paulo Portas está no Governo e por isso, modera o seu discurso em função dos cargos que ocupa. A democracia em Portugal ainda é para muitos, uma jovem personagem no panorama político, e com isso, levamos vantagem sobre países que após a 2ª Guerra Mundial e consequente queda de Hitler, viraram para a democracia e iniciaram o seu processo de construção política. Mas, com os anos a passar, e as crises a aumentar, podemos sofrer o efeito desta onda extremista em Portugal. E se constatarmos, Portugal é facilmente influenciável, por estas políticas extremistas, basta sermos um país com larga percentagem de imigrantes, de todos os cantos do Mundo, aumento no Desemprego para números elevados, para além de sermos um povo racista. Esperemos para ver o que futuro nos reserva, mas devemos acima de tudo, começar a olhar para estes resultados, de uma forma menos leviana, para no futuro, não termos supresas desagradáveis.
Publicado por TMA em outubro 21, 2003 03:34 AM