Manuel Maria Carrilho (MMC) é o político que mais vontade de rir me dá. Sempre deu. Desde o princípio, desde o WC ministerial mais caro de sempre. Mas, hoje falo de MMC porque me deu uma vontade de rir imensa ver e ouvir MMC, comparar esta noite na SIC, o caso da saída de Paulo Pedroso e o caso da "cunha" de Martins da Cruz. Sobre o primeiro caso, e não aprofundando, até porque prometi a mim mesmo que não falaria da Casa Pia nos próximos tempos, trata-se de uma correcção a um acordão, e trata-se da correcção da pena a um arquido num processo de pedofilia. Não convém esquecer que Paulo Pedroso continua como arguido no processo Casa Pia. Quanto ao segundo caso, trata-se de um erro político do mais patético, que nos últimos tempos assistimos em Portugal. E patético, porque Martins da Cruz tem culpa na célebre "cunha", seja porque telefonou, seja porque alguém falou por ele, seja porque não explicou à filha, que apesar de ser ministro, isso não significava cunhas, mas sim cuidados redobrados. Agora, como pode MMC dizer que estes casos são comparáveis? O que eles têm em comum? Nada. E com mais vontade de rir fiquei com a justificação que MMC deu a Rodrigo Guedes Carvalho, do porquê da sua ausência na fanfarra às portas da AR ontem à tarde. Porque estava a trabalhar no Hemiciclo. Ainda bem, porque deve ter sido o único que ficou na bancada do PS. Aliás sobre este assunto, falarei amanhã. Mas MMC devia ter dito na SIC que não foi para a fanfarra porque não se dá com Paulo Pedroso. Porque não se dá com Ferro Rodrigues. Porque não se dá com a Comissão Política do PS. Nem o inverso acontece. Foi por isto, que MMC não foi receber PP como todos os outros o fizeram. Era isto que MMC devia ter dito, mas não disse, e com isso, fiquei a rir até às lá¡grimas. Obrigado pela boa disposição, MMC!
Publicado por TMA em outubro 10, 2003 12:00 PM