janeiro 26, 2004

Miklos Feher

No meio das mudanças para a nova casa, paro.
Eram 19.42, saio de casa e atravesso a rua para ir ao restaurante ver o glorioso.
Sento-me bebo uma imperial e como umas chamuças.
Chega a minha mulher e a minha filha, começamos a jantar.
Desespero pela vitória que não chega, até que golo... e do Robocop, quem diria.
O grito no restaurante ouve-se na rua.
Passados alguns minutos, o silêncio é arrepiante.
Levanto-me e fico em frente ao televisor, fumo, estou branco...
Venho para casa e sento-me a ouvir a TSF, recebo chamadas de Angola e de outros pontos do Globo, a questionar se já sei de mais alguma coisa.
Eram 23.15 quando recebo uma chamada de alguém muito especial, que me informa, Morte Cerebral.
Choro, bato com a cabeça na parede, o luto tinha chegado a minha casa.
Telefono para Luanda a dar a triste notícia.
Olho para o céu e digo até um dia Miklos.
Obrigado por tudo, obrigado pelo último passe que fizeste, pela última jogada, pela última vez que te riste.
E agora, que o choque começa a refazer-se só consigo lembrar-me daquele sorriso malandro que tu tinhas, e que nos mostraste no último momento...
Não consigo dizer mais....

Publicado por TMA em janeiro 26, 2004 02:14 AM
Comentários