dezembro 21, 2003

Regresso de um emigrante

01.22 H - Aeroporto de Lisboa, Portela. Chegam aos magotes, do calor das Áfricas, e do Brasil, do frio da cidade Luz, de Bruxelas ou Luxemburgo, das ilhas, de todo o lado. É o regresso natalício. O regresso fraterno à capital dos países mais belos do Mundo, senão o mais. Quando sobrevoamos Lisboa, quando os pés do avião passeiam por cima das sete colinas, e começamos a vislumbrar todas as luzes desta cidade, que lá de cima, são todas tão pequeninas, começamos a sonhar com todo o desejamos à largos meses. E os sonhos são muitos, o bacalhau com grão, os sonhos, as rabanadas, o bolo rei, a chuva, e ao mesmo tempo o sol, as luzes da baixa, e se me permitem, o primeiro olhar sobre a Nova Catedral. Trata-se de mais um regresso, de mais um Natal, mas apesar de este ser talvez o "milésimo" regresso, continua a ser igual à primeira vez. Nesta matéria julgo que não há segundas vezes, apenas a primeira, é como se ao sair de Portugal ficassemos novamente puros, e por isso, os regressos tornam-se sempre um momento de nervosismo misturado com alegria. Lisboa continua linda, com a lua a dar o seu charme a uma cidade a transbordar de beleza. É isto, que todos aqueles que convivem connosco o ano inteiro, não percebem, é que não existe cidade mais bonita no Mundo que a nossa querida Lisboa. E no Natal ainda é mais especial.

Publicado por TMA em dezembro 21, 2003 03:04 AM
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