Parece que o Barnabé ficou ofendido pela importância que a TVI tinha dado ontem ao comentador que mais audiência produz nas televisões em Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa. E tudo, porque a TVI fez o Jornal Nacional directamente de Celorico de Basto, onde era inaugurada a biblioteca municipal de Celorico com o nome de Marcelo Rebelo de Sousa. Em primeiro lugar, todos sabemos que as televisões em Portugal dão hoje importância a alguns factos que decorrem no nosso país, para os explorarem ao máximo. Exemplo disso, foram as várias horas de transmissão das inaugurações dos novos estádios de Alvalade, Dragão e Nova Catedral. Mas, o fenómeno começou com as centenas, ou se calhar milhares, de horas que a TVI gastou a infernizar todo o país com o primeiro Big Brother. Recordar-se-ão do célebre pontapé de um concorrente que teve honras de abertura de telejornal no dia em Jorge Sampaio apresentava a sua recandidatura a Belém. Portanto não acho que a inauguração da biblioteca, seja assim tão ofensivo. Mas, voltando a Marcelo, os portugueses hoje vêm no antigo líder do PSD como o homem da sua confiança, o homem das opiniões acertadas, e não foi por acaso, que na Visão de 06.11, o título da capa era "O que é que Marcelo tem?".
Nessa edição, a Visão fazia uma retrospectiva aos comentadores das televisões e chegava à conclusão que o favorito era Marcelo, tendo os portugueses considerado Marcelo o 3º homem de confiança do país.
Tal é homem de confiança, que todos os que tentavam encobrir Paulo Pedroso, tentaram várias vezes influenciar Marcelo, para falar sobre o assunto nos ecrans da TVI. Tal é se calhar a importância de Marcelo, que Durão aproveitou a sua notoriedade na referida inauguração, para prometer a ligação de Celorico à A7, facto que Albertino Mota e Silva, Presidente da Edilidade, "chegou mesmo a acusar o Governo de António Guterres de ter privado o seu concelho desta ligação à auto-estrada, afirmando que Celorico de Basto foi marginalizado por quem tutelava a pasta das Obras Públicas ao aprovar o actua projecto em execução. Não haver nó em Celorico de Basto que nos ligue à A7 é marginalizar este concelho, é condená-lo à estagnação económica e a que as assimetrias actualmente existentes se acentuem ainda mais..
E quanto a Marcelo deixar a política em 2005, estejam descansados, porque Marcelo continuará a fazer política, como ele tão bem sabe. Provavelmente iremos ver Marcelo em 2005, ao lado do candidato mais previsível nas eleições presidenciais.